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- E-ESTRATÉGIA & INOVAÇÃO -
16 de abril de 2006

TER O QUE SE QUER, OU QUERER O QUE SE TEM?
por José Luis Amancio
Colunista-titular do Portal Brasil

             

“Mais feliz é quem quer o que tem do que quem tem o que quer”.


            Podemos observar ao nosso redor diversas pessoas querendo muitas coisas e às vezes até mesmo perseguindo os desejos de maneira muito intensa, esquecendo as vezes de usufruir das coisas que já possuem.

            Muitas vezes as pessoas na ânsia de querer algo entram em um ritmo alucinado no qual pouco a pouco se aproximam de alguns de seus objetivos, porém devido ao foco muitas vezes exagerado sobre o que ainda não tem deixam de aproveitar e usufruir as coisas que já possuem, privando-se das diversas possibilidades cotidianas de felicidade.

            Quando nos libertamos da escravidão do desejo e do julgo do consumismo, podemos usufruir da felicidade que já possuímos e desfrutar de todas as nossas pequenas conquistas do dia-a-dia.

            Para entender um pouco mais a cultura do consumismo e dos produtos descartáveis (que nos fazem consumir mais do mesmo), devemos voltar um pouco mais no tempo para o período imediatamente após a  segunda guerra mundial.

            Até idos de 1945 as pessoas tinham hábitos de consumo bem estáveis (por exemplo as pessoas em geral quando tinham relógio possuíam apenas um, atualmente o relógio tornou-se item de moda e muitas pessoas tem diversos).

            Com a grande guerra houve o desenvolvimento das linhas de produção de diversos segmentos (inicialmente estruturadas para auxiliar os esforços de guerra) sendo que algumas fábricas com o final da guerra ficaram com altos índices de capacidade ociosa.

            Para fazer frente ao processo de retorno dos soldados para a força de trabalho foram criados programas específicos em alguns países bem como desenvolvidos novos produtos e/ou materiais (plástico...) que reduziram o custo dos mesmos e se começou a criar novos padrões de consumo que eventualmente chegaram aos níveis e formatos atuais.

            E por conta disto tudo, é que atualmente vivemos numa sociedade consumista aonde o valor dos presentes se perdeu de certa forma, muitas pessoas preferem presentes caros ao invés de ficarem satisfeitas pela outra pessoa ter se lembrado delas.

            Portanto devemos, de tempos em tempos, ver tudo o que possuímos (amigos, família, um lugar para morar, saúde, um bom ambiente familiar/social) e termos gratidão por tudo isso, para depois pensarmos no que nos falta. Afinal não há mal nenhum em querer progredir, desde que de maneira consciente! 

            Boa sorte e sucesso.


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