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R E L I G I Ã O
09
/ FEVEREIRO / 2007
TESTEMUNHO DA
VERDADE
Por Fernando Toscano (*)
Aproveito esse espaço, no site o qual sou editor, para testemunhar as maravilhas que vem ocorrendo em minha vida desde que aceitei Jesus de forma incondicional e verdadeira. Minha família sempre foi ligada à religião católica, minha avó materna extremamente fiel aos seus mandamentos fato hoje que, com minha mãe, e seus recém-completados 70 anos, se repete. Sempre que me dirigia a alguma igreja, desde criança, esta era a Igreja Católica, seguindo tradição e ensinamentos de família transmitidos de geração a geração. Após a adolescência, eu, quando jovem adulto, ainda me lembro de ter lido a Bíblia inteira (ou quase, isso não me recordo bem) e ter recebido críticas do tipo: "O que um jovem como você faz o dia todo num quarto lendo a Bíblia ao invés de estar com os amigos ou sair com a namorada?" Eu me calava e continuava a lê-la. Lembro que esta leitura foi muito difícil, dada a imaturidade normal da idade e a falta de ensinamento religioso adequado. Também me recordo da minha "primeira comunhão". Eu estudava num colégio denominado "Instituto de Educação", ótima escola pública, localizada em Belo Horizonte-MG, minha cidade natal. Todos alunos foram até uma igreja localizada próxima ao centro da cidade. Chegando ali percebi que os professores escolhiam os mais bem apessoados (ainda me lembro uma professora dizendo: venha Fernando, entre nessa fila pois você está com roupa nova e bem passada) e nos deram umas velas. Não houve qualquer estudo, qualquer ensinamento religioso e, pelo visto, nenhum planejamento por parte da escola. Procederam-se algumas orações e, nós alunos, não entendemos nada do que ali acontecia apesar da visita de pais e avós nos dando os parabéns. Quando cheguei em casa recebi um documento assinado pelo padre que dizia ter eu feito a primeira comunhão e "recebido Jesus". Me senti bem na minha santa ignorância infantil e segui minha vida.
Após 21 anos de casamento e duas lindas filhas me separei em 2004. Me lembro sempre de dizer às pessoas quando questionado sobre o fracasso daquele casamento após tanto tempo: "Meu casamento foi um sucesso pois vivi 21 anos com a mesma pessoa, que me recebeu e me respeitou, apesar de quando nos casamos estar ela com apenas 21 anos e eu 22 e pouco conhecimento a cerca das coisas de Deus". Meu maior erro na criação das filhas, que hoje me orgulham com tanto sucesso, foi a total falta de ensinamento religioso e a proibição de que elas efetuassem suas próprias escolhas até que se tornassem adultas. Nesse ponto ainda concordo, em parte, com meu pensamento da época, pois julgo que as mesmas não possuíam discernimento adequado para escolha religiosa até porque os pais não as ensinaram o melhor caminho, também por ignorância sobre o assunto.
Penso, entretanto, que nunca é tarde quando se quer acertar, quando se quer melhorar e quando se deseja o bem. Apenas aos 45 anos comecei a sentir, de verdade, a falta de Deus e dos seus ensinamentos e, naturalmente, desejava me aproximar de algo verdadeiro. Alguns fatos me ajudaram a decidir abandonar a Igreja Católica. Vejam bem: Digo aqui a minha experiência, não julgo nada nem ninguém mas o que falo é o que senti. Atendi apenas aos desejos mais sinceros do meu coração. Em 2005 conheci uma pessoa que sempre teve o melhor dos conceitos em mim. Séria, trabalhadora, gentil, delicada e que procurava, à sua forma, o encontro com Deus e com a verdade. Tenho certeza de sua permissão para dizer essas coisas pois para mim ela foi algo verdadeiramente maravilhoso e por isso mesmo me encantei, namoramos, noivamos e estamos com casamento previsto para o final desse ano. Ela chama-se Virgínia e sempre me alertava da necessidade do nosso encontro com Deus de uma forma mais efetiva. E "os problemas" que eu tive ela também os teve com a mãe, extremamente católica e exigente, que não aceitava certas coisas para a filha, como um noivo descasado, fato que também não é aceito pela Igreja Católica.
Quando decidimos noivar e casar fomos conversar com padres da Igreja Católica, inicialmente para nos informar se poderíamos casar naquela igreja e se havia algum meio aceito para que nossa união seguisse a sua tradição, tudo nos foi negado (lembro-me bem: o primeiro foi um padre da Igreja São Camilo de Lellis onde, inclusive, meu irmão Rogério se casou). Alguns dias depois conversei com um padre amigo de uma senhora amiga minha e lhe disse que desejava pedir a benção dele para nossas alianças, respondendo ele de forma sarcástica, rindo: "Benzer eu posso até benzer, mas vai ser uma benção fraca, se pegar pegou...". Minha decepção foi muito grande. A mesma igreja que aceitava o meu dinheiro (contribuía mensalmente), e minha ajuda, era a mesma que se negava a me dar qualquer tipo de apoio. Para eles, eu deveria entrar com pedido de anulação do casamento, que seria julgado pela CNBB, em Porto Alegre, após o preenchimento de uma série de pré-requisitos e papéis, além de entrevistas com padres a serem efetuadas comigo e minha ex-cônjuge virago. Quem eles acham que são que se julgam com poderes para anular algo? Seria como uma benção da igreja para nossa separação? E como ficariam minhas filhas? Seriam filhas fora do casamento? De um casamento que não existiu? Ora, isso não me cheira a religião, nem a nada parecido com o que Cristo ensinou. Jamais aceitaria passar por uma situação dessas. Ainda assim fui conversar, junto com minha noiva, com um padre de uma igreja localizada em Brasília-DF e pedi que benzesse as alianças se assim ele pudesse. Ele parou, pensou, fez uma oração curta e rápida, como se tivesse medo. Quando nos foi devolver as alianças, trêmulo e agitado, deixou uma delas cair ao chão, ficando ali procurando-a. Aquilo me fez sentir muito mal, arrependi da minha escolha e decidi, após todos esses fatos, que a Igreja Católica não representava para mim a verdade, não trazia paz, nem me ajudava a construir minha fé de forma correta. Por alguns dias me senti "abandonado" pelas igrejas o que foi bom e me fez refletir bastante.
Antes disso, desde 2002, eventualmente, ia à Igreja Presbiteriana onde sentia paz, era calorosamente bem recebido pelos seus membros, alguns deles meus amigos, e incentivado por um dos meus melhores amigos, titular dessa coluna, o Dr. Bruno Aníball. Na época em que trabalhamos juntos conversávamos horas e horas sobre Jesus, Bíblia e ele me passava sua experiência com Deus e aquilo foi uma pequena semente que, aos poucos, foi germinando em mim. Agora, chateado com tudo isso pedi ao Bruno que me orientasse a respeito do que fazer naquele momento e ele me sugeriu uma conversa com o Pastor Hélder, que eu já conhecia e respeitava. Foi então que comecei a perceber as diferenças e me senti tratado como Jesus mesmo disse "uma ovelha do pastor", tal foi atenção, respeito e carinho que ele teve comigo, me recebendo em sua residência para uma conversa franca. Ali, desprovido de medos, abri meu coração, chorei bastante, falei das minhas angústias. O Pastor Hélder, presbítero da mesma igreja, me orientou a ler a Bíblia, começando por João, depois Mateus e desse seqüência a isso. Hoje já li, com bastante calma, João, Mateus, Marcos e estou em Lucas; participo regularmente dos cultos aos domingos, estou jejuando, desde o último dia 06, por 21 dias sem comer nada, além de líquidos, das 6 às 18 horas, e iniciei hoje participação nas aulas dominicais da Igreja Presbiteriana de forma que minha compreensão sobre os ensinamentos de Cristo possa aumentar. Me sinto um homem com fome de Deus, com enorme vontade de ajudar, de acertar, ser mais feliz e participar, em comunhão aos demais, da vida de cada um, para que assim, formemos uma comunidade especial de pessoas que buscam a Deus. Quero deixar claro que tudo sem stress, sem exageros (antes que alguém me condene e fale: "Lá vai mais um crente neurótico" - se bem que isso pouco me importa!).
Gostaria de registrar que, nos últimos meses, tive quatro sonhos muito importantes, um em dezembro/06, se não me engano, com meu pai (falecido em outubro de 2005), dois dois em janeiro/07 e outro hoje, dois deles muito especiais, onde Deus me mostra coisas surpreendentes e que guardarei comigo para sempre. Reparti esse sonho com apenas quatro pessoas (Pastor Luciano, Pastor Hélder, Bruno e minha noiva, Virgínia) - as quatro que estão ajudando a mudar meu modo de pensar e de viver - no momento as quatro mais importantes na minha vida, ao lado das minhas filhas, mãe e irmãos, os que verdadeiramente me trazem a felicidade. Em janeiro desse ano me aconteceu um fato muito triste onde uma pessoa me julgou sem me conhecer e me expôs a uma série de inverdades. Essa pessoa, junto com sua família, foi recebida por mim com, todo carinho, no apartamento da minha família, para férias conjuntas no litoral catarinense, e depois fez barbaridades num ato de inveja e revolta inexplicáveis. Eu e minha noiva superamos o acontecido, com dificuldade e tristeza no coração, baseados na força e na fé. Eu perdoei essa pessoa de coração e sei que Deus a usou para que eu me aproximasse Dele mais rapidamente. Deus faz as coisas da forma que julga devam ser e o acontecido serviu como exemplo de vida para nós e para ele. Que Deus o proteja e o guarde!
Por fim gostaria de relatar e agradecer a forma como fui recebido pelo Pastor Luciano, que me ouviu e aconselhou diversas coisas de forma muito sábia; me incentivou e disse algo que poderia soar mal a quem não procura Deus de verdade. Perguntei: "Pastor, quero ser membro da sua igreja, como devo proceder?". Me respondeu ele: "Fernando, você é e sempre será muito bem-vindo. Para se tornar membro há necessidade de conhecer o que é a Igreja Presbiteriana, nossas ações, a forma de participar e, principalmente ter conhecimento adequado da Bíblia. Após tudo isso você irá confessar e ser batizado e, a partir daí, fazer parte como membro de nossa igreja". Isso foi muito importante pois demonstra verdade e não interesse financeiro como a Igreja Católica onde qualquer um torna-se membro, no primeiro momento, sem conhecer nada sobre o que é e o que foi a Igreja Católica (prefiro nem tocar nesse assunto para evitar polêmica!). Na Igreja Presbiteriana há uma troca onde eu recebo muito mais do que dou. Senti sinceridade, paz e a vontade de que eu realmente tenha conhecimento das causas de Deus, pela palavra, pela fé para que possa fazer parte das "Ovelhas do Pastor Luciano".
Eventualmente virei aqui nesse espaço dar meu testemunho sobre as coisas de Deus para que possa incentivar aos amigos leitores a pensar que a vida terrena não tem valor sem a vida espiritual e que a comunhão com Deus tem força para mudar a sua vida - sempre de forma positiva. Me sinto em paz e feliz como nunca e espero que Deus me permita fazer ainda muito por todos que queiram recebê-lo e aos que já vivem com Jesus no coração. Apenas devo lembrar aos meus leitores: todos vocês tem opção de escolha! Para mim desejo apenas receber orientação do Mestre, apoio dos meus pastores Luciano e Hélder e incentivo do mais amigo, Bruno...
Abraços e fiquem com Deus,
Fernando.
(*) Fernando Toscano é editor do Portal Brasil e "renasceu" desde 14 de janeiro de 2007 quando decidiu mudar sua vida.
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