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01 /
MARÇO / 2008
QUEM VOCÊ É, E QUEM VOCÊ SE TORNOU!
Por José Luis Amancio,
colunista-titular do Portal Brasil
A vida pode ser considerada como a mais dinâmica e multimídia experiência de todas, pois acontece em uma imensa variedade de meios (sons, odores, visões, texturas, sabores, sensações, sentimentos...) renova-se todos os dias (embora muitas pessoas não percebam) e nos oferece uma grande variedade de possibilidades e recomeços, porém muitas pessoas se deixam levar pela correria do cotidiano e ao invés de controlarem a vida, tornam-se escravas do acontecimentos e quando menos esperam, tornaram-se pessoas totalmente diferentes de quem realmente são, vejamos por exemplo:
Executivos: que envolvidos pelo ritmo alucinado do mundo empresarial, dos prazos cada vez mais curtos, das metas cada vez mais desafiadoras tem desempenhos quase super humanos nos afazeres profissionais, avançando cada vez mais em suas carreiras, porém muitas vezes a duras custas (ausências do convívio social e familiar, tornando-se meros figurantes na vida dos entes queridos ao invés de participar ativamente, falta de outros interesses além do trabalho, elevados níveis de estresse com efeitos devastadores na saúde), e quando menos esperam a carreira pode acabar ou mudar ficando a sensação de que não resta mais nada para fazer e que não conhecem os entes queridos.
Pais e mães: tentando conciliar os papéis de pais e mães com os de esposo/esposa, profissional, vida acadêmica, vida social e investem tanto tempo na educação e na criação dos filhos que esquecem de si mesmos e quando os filhos estão criados podem encontrar-se em um vácuo existencial (pois não tiveram tempo de viver plenamente a própria vida ou desenvolver hobbies e atividades dos quais realmente gostem).
Estudantes: o meio acadêmico está cada vez mais complexo e as exigências educacionais aumentam gradativamente (falar múltiplos idiomas, aprender a usar vários softwares, extensões, pós graduações....) e após anos de estudo alguns estudantes deixam de lado a vida familiar a vida social e quando se formam e concluem seus estudos possuem muito conhecimento técnico mas pouca vivência pessoal.
Enfim, além dos exemplos acima, há uma grande variedade de situações nas quais as vezes as pessoas tornam-se vítimas do dia-a-dia corrido do cotidiano e quando menos esperam tornaram-se pessoas totalmente diferentes do que realmente são ou do que podem realmente ser.
Felizmente temos o livre arbítrio e, com isto, quase infinitas possibilidades de mudar, melhorar e evoluir, para nos tornarmos realmente quem somos.
Caso você identifique-se com os exemplos acima, lembre-se que nunca é tarde demais para mudar ou para evoluir e resolver os problemas.
Portanto, caso você perceba que não se tornou a pessoa que realmente é ou ainda não é a pessoa que poderia ter sido, não se desespere mas alegre-se pois perceber a situação já é uma grande vitória e lembre-se que é necessário apenas a humildade de entender que algo não está bom e mudar aos poucos.
Devemos ter em mente que são as pequenas e consistentes mudanças que trazem grandes e duradouros resultados.
Boa sorte e sucesso!
(*) José Luis
Amancio: contabilista e economista, pós graduado pela FGV-Fundação Getúlio
Vargas, executivo financeiro, colunista
e articulista de diversos meios de comunicação e
administrador do grupo profissional de finanças da revista VOCÊ
S/A. E-mail:
financeir@globo.com
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