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R E P O R T A G E N S
V I A G E N S
"Cruzeiro para Fernando de Noronha"

Fernando Toscano (Foto/Crédito: Portal Brasil)DIÁRIO DE BORDO - Por Fernando Toscano (*)
PERCURSO: Recife - Fernando de Noronha - Natal - Recife
PERÍODO NO NAVIO: 03 à 07 de fevereiro de 2011
EMPRESA: CVC Cruzeiros (Croisieres de France - CDC)
NAVIO: Bleu de France, 37.301 toneladas, 748 passageiros, 374 cabines de passageiros, 406 tripulantes, 12 andares (incluindo o soliaruim), comprimento: 200m, largura: 28,5m, construído em 1981 e reformado em 2008; velocidade máxima de 19 nós. Ficamos alojados na cabine 7516, próximo à proa do navio, 7º andar (o mesmo da recepção e do principal restaurante).
FOTOGRAFIAS / CRÉDITOS: Fernando Toscano, Portal Brasil®. (Clique nas fotos para ampliá-las e passe o mouse, sem clicar, para ler os textos respectivos).

Essa experiência (minha e da minha mãe) teve como objetivos duas coisas principais além, é claro, do passeio, do descanso e da convivência propriamente ditos. Dia 05 de fevereiro eu comemoraria meu aniversário, juntamente com ela, nascida no mesmo dia 24 anos antes; também gostaria de levá-la a conhecer um dos seus sonhos e fiquei muito grato a Deus pela oportunidade de ter sido eu o escolhido para isso.

Tenho viajado bastante pela CVC (somente em 2010 fui com eles para Maceió, Gramado e Paris) e todas as experiências foram bastante positivas, sem qualquer transtorno, com tudo funcionando à contento. Interessante como pude perceber que algumas pessoas "torcem o nariz" ao se falar em CVC - gostaria de entender o motivo, pois acho excelente companhia e não é à toa foi adquirida por um poderoso fundo de pensão norte-americano! Convido à esses brasileiros para uma experiência e tenho a plena convicção de que gostarão. Bom, não estou aqui para elogiar, criticar, tampouco fazer propaganda para alguém, mas esse detalhe eu gostaria de deixar claro porque é uma empresa que merece aplausos afinal possui 50% do mercado turístico brasileiro e o que se observa é muita organização; hoje entendo o porque desse crescimento.

O navio Bleu de France transporta, entre passageiros e tripulantes, mais de 1.200 pessoas.

Inicialmente estaríamos hospedados na cabine 7018, mas com cama de casal. A confirmação chegou dia 26.01, através de um e-mail enviado pelo agente Douglas Santos, mas, exatamente às 21:11h do mesmo dia, solicitei cabine twin (2 camas de solteiro). No dia seguinte, às 13:07h, a Srta. Janaína já me enviara novo voucher, agora com a cabine definitiva (7516). A partida seria no dia 03 às 17 horas e apresentação no Porto de Recife, entre 13h e 14h. Chegamos no horário, já um pouco preocupados porque em 2009, no Rio de Janeiro, o embarque foi traumático em função da bagunça, da lotação e do calor. Em Recife me surpreendi. Um galpão antigo todo remodelado, ainda quente porque não havia ar condicionado, mas tudo muito bem organizado e rápido. As descer com nossas três malas um agente já as etiquetou e as levou; em seguida sentei numa mesa e preenchi algumas informações de viagem, cartão de crédito e papéis da Anvisa; de lá, com os papéis preenchidos e assinados, fomos para outra pequena fila, para pegar os cartões de embarque e liberar o crédito para consumo interno (US$ 200.00 por passageiro). Nossos cartões já estavam prontos, impressos e com um cartão adicional que eu deveria apresentar ao gerente do restaurante, no dia 05, para alguma comemoração do nosso "níver". Após esses procedimentos, que duraram em torno de 20 minutos, já nos dirigimos ao embarque - havia um ônibus novo nos aguardando para nos levar até o navio francês Bleu de France (foto acima) - o único navio de grande porte, atualmente, autorizado a atracar na ilha.

1º dia: Ao chegarmos uma pequena foto e embarcamos. O navio nos parecia até bem grande (minha referência era o Opera, da MSC, com 59 mil toneladas - esse tinha 37 mil), um pouco mais antigo que o da MSC, mas muito bem cuidado e com excelente aparência. A chegada foi organizada, rápida e sem problemas; fomos diretamente ao elevador e chegamos ao nosso apartamento, no corredor azul (o outro é o vermelho). Esse corredor é o do lado esquerdo do navio (rumo sul fica voltada para o nascente). A primeira surpresa foi logo na entrada da cabine. Bem espaçosa, duas camas confortáveis, uma ótima mesa de trabalho com sofá e cadeira, outra mesinha (tipo penteadeira), um bom armário de três portas, outro menor que comporta uma TV de LCD de 26", minibar, banheiro com duas pias, excelente chuveiro, banheira e armários. O quarto bem grande, surpreendeu pelo conforto e pelo espaço de circulação (primeira foto abaixo à esquerda). Nossa cabine era a externa, no 7º piso - são 12, com o solário. De início nos dirigimos ao restaurante "Le Buffett Panorama", no 10º andar (self service). Havia boa variedade (arroz, feijão preto, batatas cozidas, frango, carne de porco, de boi, muita salada; de sobremesa frutas, pudim, gelatina e trufas; bebidas à vontade - servidas em máquinas tipo self service -, vinho branco e tinto (sistema all included). Considerando a quantidade de pessoas e o volume de comida preparada a qualidade estava muito boa. Após o almoço andamos um pouco pelo convés e conhecemos algumas salas (jogos, boites, cafés, salão de shows, cassino, biblioteca, etc) e retornamos à cabine.

A ESPAÇOSA CABINE EXTERNA, Nº 7516, DO BLEU DE FRANCE (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          SALÃO DE JOGOS DO BLEU DE FRANCE (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          O BARCO DE APOIO LEVA OS PASSAGEIROS DO NAVIO ATÉ TERRA FIRME  (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)

Após breve descanso e treinamento para situações de emergência, ficamos aguardando a partida, que estava marcada para as 17h, mas só ocorreu 18:15h por culpa do brasileiro, para variar. O rebocador, com o prático, atrasou uma hora. Partimos já escuro. O comandante do navio era um português e o vice-comandante um grego. Na direção do navio havia uma brasileira - Camila Câmara, diretora de cruzeiros. Apreciamos de observar que são contratados muitos sul-americanos (ao contrário da MSC que tem excessivo número de asiáticos provavelmente recebendo muito mal, que não falam idioma nenhum de forma adequada a não ser o deles). Nesse primeiro dia havia o jantar de gala, com o comandante (19h), mas com o atraso optamos por fazer as coisas com calma e nos dirigimos ao restaurante Le Flamboyant, localizado no mesmo piso da nossa cabine - estávamos na 1ª turma (19:45h). Fomos dirigidos a uma mesa de canto, nº 24, nosso garçon, durante todo o cruzeiro, foi o chileno, de Valparaíso, Gastón; o assistente era o brasileiro Carlos Eduardo e o chefe do salão o Sr. José, um gentil português com seus 55 anos aproximadamente. O jantar foi excelente. Optei por comer, de entrada, patê de pato, no prato principal filet Wellington com massa folhada e bolo brownie. A bebida foi um vinho, excelente, - branco, português, rótulo Monte Velho, ao custo de US$ 23.00 a garrafa - e muita água (com gás e sem gás). Após ainda optamos por uma rápida olhada pelas lojas - melhores que as do MSC Opera. Antes do jantar já havíamos adquiridos dois passeios já que o volume de pessoas no arquipélago é extremamente controlado. No dia 04, às 15h iríamos fazer o "passeio marítimo" (03h de passeio ao custo de US$ 66.00 por pessoa) e no dia 05, às 08:30, o "passeio terrestre", de buggy - também 3 horas, para conhecer a ilha (US$ 61.00 por pessoa). É proibido cremes e protetores solares na ilha (embora não haja controle e todo mundo acaba usando) e o jeito é se proteger bem com bonés e chapéus. Fomos dormir por volta de 23 horas, meio zonzos com o balançar e com o vinho... na verdade o navio me pareceu balançar bem mais que o da MSC, talvez por causa da tonelagem bruta do outro, cerca de 60% maior.

UM DOS HALLS DOS ELEVADORES DO DECK Nº 7 (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          ESCADARIA INTERNA DO NAVIO - DECK Nº 7 (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          CORREDOR AZUL (ESQUERDO) DO BLEU DE FRANCE - À ESQUERDA AS CABINES EXTERNAS (PARES) E À DIREITO AS CABINES INTERNAS (ÍMPARES) - (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)

2º dia: Quase perdemos o horário. A cama boa e a temperatura da cabine, excelente, nos fez despertar às 9:20h; perdemos o café no Le Flamboyant (de 08:00h às 09:30h) e tivemos que tomar café self service, no 10º andar - Le Buffet Panorama. Fazer o que? Culpa nossa... retornamos ao quarto e comecei a escrever essas breves linhas. Por volta de 11:45h saímos para uma volta pelo navio, visitar as lojas com mais cuidado (no 1º dia foi tudo muito corrido). Não gostei dos preços - bem mais altos que o outro cruzeiro que havia feito para a Argentina um ano atrás (pela MSC Cruzeiros). Estava marcado para o navio atracar em Fernando de Noronha às 14h e nosso passeio (passeio marítimo sairia às 15h, com encontro marcado no Deck 8, Grand Saloon), mas antes assistimos a uma elucidativa palestra sobre Fernando de Noronha com uma escritora e historiadora residente na ilha. Na verdade o navio atracou por volta de 12:45h. A organização estava muito boa, mas a saída foi demorada e cansativa - ficamos aguardando, de pé, por 40 minutos. Então entramos num pequeno barco, com capacidade para 28 pessoas (estavam a bordo 22) e fizemos um passeio de 3 horas pelo "Mar de Dentro", voltado para o território, e pelo "Mar de Fora", voltado para o Oceano Atlântico (África). O barco é bem antigo e desconfortável, comandado pelo Edson - um cearense, de Fortaleza, com 23 anos de Fernando de Noronha, mas o passeio foi agradável. Pouco depois da metade, na Praia do Sancho, paramos por 30 minutos para um mergulho no azul transparente das suas águas. Havia snorkel e máscaras para alugar (R$ 15,00), mas me pareceram bastante anti-higiênicas. Como levei a minha utilizei sem medo. No local que mergulhamos a profundidade era de 12 metros, mas me senti bastante seguro. Retornamos ao navio e após um breve descanso voltamos ao Restaurante Le Flamboyant. Minha opção do dia foi "Bolinho de queijo com maionese e pasta de alho", seguido de "Supreme de Frango com arroz à piemontesa e vegetais"; minha mãe optou "Camarão cozido no pão northland", seguido de "Carne estufada com legumes"; ambos optaram por água e refrigerante; de sobremesa sorvete de laranja (ótimo!). Houve uma comemoração divertida onde os garçons e ajudantes vieram fantasiados de mulher, dançando música baiana e tirando as mulheres para dançar e fazer um trenzinho animado. Após o evento visitamos o cassino, a boite e um lounge, mas estava tudo vazio e com programação para após a meia noite. Ainda passamos nas lojas, onde comprei um boné, e na loja de fotografia, onde adquiri as fotos de entrada e do jantar de gala (US$ 10.00 cada). Para o próximo dia estava programado encontro às 8:30h, no porto de Fernando de Noronha; dessa forma às 06:30h deveríamos estar tomando café para então ir ao encontro da barca que leva ao continente. Estava programado um passeio de buggy, entre 08:30h e 11:30h, com direito a visitar os principais locais do arquipélago, a Vila dos Remédios, o Projeto Tamar - com direito a conhecer a desova das tartarugas verdes (únicas que desovam na ilha) e um banho nas águas mornas de Fernando de Noronha. Fomos deitar por volta de 23 horas.

O MAR, DE TANTO BATER, ABRIU UMA FENDA DAS PEDRAS VULCÂNICAS DA ILHA (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          AS PEDRAS "DOIS IRMÃOS" PRÓXIMAS À PRAIA DO SANCHO (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          A IGREJA NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS, TODA CONSTRUÍDA EM PEDRA NO SÉCULO 18 (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)

3º dia: Com despertador marcado para as 06:30h, levantamos rapidamente um pouco antes disso (06:20h). Interessante que, mesmo atracado à uns 500 metros da ilha, o navio balançava bastante. Na época os moradores da ilha aguardavam o "snell", que é uma elevação do mar de 3 à 4 metros e, em 2010 não veio. No dia 17.12.2009 o Porto Santo Antônio foi destruído com ondas de 7 metros. Isso me surpreendeu porque o porto é protegido por pedras enormes, com mais de 2 metros e algumas toneladas cada uma (pelas fotos observei a violência do mar). Por volta de 7:20h já havíamos tomado o café da manhã e embarcamos num barco de fibra do próprio Bleu de France com destino à ilha. Levávamos uma mochila com toalha, máquina fotográfica, protetores solares, óculos, carteira (lá poucos locais aceitam cartões de crédito e débito), aliás, na ilha, só existe um banco (Santander), uma lotérica (você saca dinheiro e benefícios, faz pagamentos e movimenta conta da Caixa Econômica Federal), um banco 24 horas, terminal de saques do Banco do Brasil e uma agência postal (que também atende o Bradesco pelo convênio do Banco Popular, gerenciado por este banco). Ao desembarcar, após um trajeto de aproximadamente 15 minutos, fomos aos buggys. Pelo que contei devem ter mais de 40. Já pegamos o nosso, com o motorista Samuel - de aproximadamente 45 anos e nascido na ilha! - e mais uma moça proveniente de Recife (os buggys, desconfortáveis e a maioria velhos, saem com 3 ou 4 passageiros). Saímos pelo "trajeto nº 1" em direção à Vila dos Remédios e fomos diretamente à Igreja Nossa Senhora dos Remédios - estava fechada, pois o padre, atleta, estava ou fazendo running ou surfando!!! Pelo que percebemos ele é muito dedicado e trabalha até altas horas da noite, mas não deixa de se cuidar e se divertir. Conhecemos rapidamente a vila e fomos em direção a um ponto onde a maioria das fotografias da ilha são feitas, logo acima da "Praia dos Americanos". Para chegar lá há duas opções: 1) indo de praia em praia, na maré baixa; 2) descendo por uma trilha bastante tortuosa (15 minutos de ida e retorno, cansativo, de 50 minutos). Nos anos 60 essa praia foi escolhida pelos turistas americanos e o nome acabou pegando. A seguir fomos pela BR - a 2ª menor do país, com 7,9 km - conhecemos a Pousada Maravilha e a Pousada Solar dos Ventos quem segundo o motorista, ao lado da Pousada do Zé são as melhores do arquipélago. Nesse trajeto passamos pelo aeroporto e pela vila da aeronáutica. Descendo fomos até uma praia bastante conhecida, a "Praia do Sueste" (Praia de Fora), ao lado do único mangue de água doce em uma ilha no hemisfério sul do planeta. O suporte é precário - um pequeno barzinho, com alguns salgados com cara de velhos, água, refrigerante e coisas do gênero. A garrafa pequena de água mineral custou R$ 4,00. Há boias demarcando o limite onde se pode entrar na água. De frente ao mar, do lado esquerdo, há um delimitador onde inicia-se a área de proteção ambiental (APA). No centro, há bastante alga, mas não incomoda - e peixinhos nadando praticamente na areia, além de garças e mergulhões. Do lado direito, há aluguel de snorkel e máscaras e onde se encontram tartarugas, tubarões, arraias e muita fauna e flora (inclusive corais), sempre acompanhados por mergulhadores. Nunca houve relato de ataque de tubarões na ilha, segundo moradores porque a vida submarina é abundante e a cadeia alimentar perfeita. Me diverti com um mergulhador. Segundo ele "os tubarões da ilha são vegetarianos: comem apenas a planta do pé, a batata da perna e a flora intestinal...". Também observei dois policiais militares acompanhando o movimento e trazendo certa segurança ao local. Aliás não há registro de assaltos, assassinatos nem violência na ilha. Os principais problemas são raros acidentes de trânsito e turistas bêbados, coisas do gênero. Por lá mergulhamos por volta de 30 minutos, num mar calmo, que mais parecia uma lagoa, água morna e não muito salgada - foi divertido comemorar meu aniversário ao lado da minha mãe - que também comemorou no mesmo dia, em pleno alto mar, no Arquipélago de Fernando de Noronha e isso ficará registrado para sempre em fotos e nas nossas mentes. Saindo da Praia do Sueste seguimos, num percurso de terra de aproximadamente 1,5 km, em subida, em direção a outra vista muito bonita. Do alto avistamos a praia das tartarugas - que desovam entre janeiro e junho e é proibido o acesso de 18h às 06h, para proteção dos animais. De lá se observa também a "Pedra do Leão" (leão marinho), mas o formato aparenta muito mais um hipopótamo. A vista é linda e faz parte também do "mar de fora". Eram 10:20h, 2h10h após a saída quando nos dirigimos ao porto para retorno ao navio. Ainda lá adquirimos camisetas como recordação (há bonés, vestidos, imãs de geladeira, camisetas e coisas do gênero. O preço: em torno de R$ 15,00 a camiseta). Retornando ao navio e após um bom banho nos dirigimos ao restaurante. Após o bom almoço - nesse dia realmente foi muito bom - dormimos bastante: entre 12:45h e 16:35!!! O sol e o passeio acabam cansado...

O PONTO MAIS ALTO DA ILHA, À 223 METROS, TEM UM FAROL E UMA ESCADARIA, MAS, HOJE, É PROIBIDO À VISITAÇÃO (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          PRAIA DOS AMERICANOS E, AO FUNDO, AS PEDRAS DENOMINADAS "DOIS IRMÃOS" (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          A PRAIA DE DESOVA DAS TARTARUGAS - FECHADA DAS 18H ÀS 06H - ESTÁ LOCALIZADA NO "MAR DE FORA", PRÓXIMA À PEDRA DO LEÃO (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)

O jantar, 1º turno, inicia-se às 19:45h e havia algo no ar. A CVC enviou um documento que foi entregue ao gerente do restaurante. Escolhi comer "frango com catupiry" e depois "Supreme de Frango com cebola e arroz de côco - excelente! Minha mãe escolheu creme de palmito e lombo de porco com farofa de amêndoas e tomates grelhados com cebola. De sobremesa, sorvete de chocolate para mim e sorvete de laranja com salada de frutas para ela. Depois fomos agraciados com uma festa para nós. Todos os garçons vieram cantar parabéns com um delicioso bolo que levamos para a cabine. As senhoras Lindalva e Lindinalva, nossas vizinhas de mesa, se tornaram amigas e participaram do pequeno evento. A Sra. Lindinalva é viúva do ex-prefeito de Porto Seguro e lá reside (proprietária do Porto Seguro Praia Hotel, fazenda de cacau, sítios com praia privativa, haras, etc) e a Sra Lindalva, sua prima, residente em Linhares-ES, lhe fazia companhia. Muito gentis, trocamos cartões e ainda descobrimos dois amigos comuns (Luís Cãndido Durão, ex-prefeito de Linhares, ex-Deputado Federal e atual Deputado Distrital) e Jair "nozinho" Corrêa, ex-Vice-Prefeito de Linhares, fazendeiro com 45 mil cabeças de gado em Rondônia. Após assistimos um divertidíssimo show do "Grupo WME", brasileiro, com muita música, dança e estórias engraçadas. Fiquei feliz pela empresa optar por artistas brasileiros (ao contrário do MSC Cruzeiros). A saída para Natal, prevista para as 20 horas, se deu no horário exato. Havia muita programação para mais tarde, passeamos pelo cassino, outros locais - tudo muito rapidamente - e fomos deitar por volta de 23 horas (não antes sem comer o bolo). A noite e a viagem de volta ao continente foi tranquila e agradável.

4º dia: Estava marcado a chegada a Natal por volta de 8 horas. Eu já havia deixado previamente combinado com o amigo Armando Lemos para que nos buscasse no porto e fizéssemos um city tour e depois um almoço com amigos para, então, retornarmos ao navio, por volta de 15 horas. A partida estava agendada para as 17 horas com destino a Recife (chegada as 09:00 horas do próximo dia). Pouco depois do horário combinado (9:20h) nos encontramos com alguns amigos, tratamos de assuntos de trabalho, fizemos um bom city tour por Natal e almoçamos num excelente restaurante localizado na Via Costeira. Por volta de 14:30h já estávamos de volta ao navio e ainda tivemos tempo para nadar na piscina do deck nº 11 (de água salgada, mas muito limpa e com chuveiros de água doce), minha mãe se deliciou nas banheiras de hidromassagem, no deck 11, e tive o tempo necessário para fotografar bastante. Conforme programado e esperado, saímos no horário exato, 17 horas, com destino a Recife. O tempo estava perfeito e foi uma grande recordação dessa, que na minha opinião, é a melhor cidade do nordeste brasileiro.

EDIFÍCIOS DO BAIRRO DE PONTA NEGRA VISTOS DO MAR (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          A PONTE SOBRE O RIO PIRANGY ENTRE NATAL E SANTA LUZIA (GRANDE NATAL) - (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)          PARTE DO CENTRO DE NATAL VISTO DO MAR (Foto/Crédito: Fernando Toscano, Portal Brasil)

5º dia: A chegada a Recife foi tranquila, salvo a informação de que foi encontrado um tubarão baleia de 12 metros à 12 quilômetro do litoral - nunca havia aparecido um animal desse tipo na costa brasileira! O desembarque foi de praxe: as malas colocadas do lado de fora das cabines na noite anterior, recolhidas por volta de 5 horas da manhã e quando acordamos já estavam prontas para desembarque. O navio chegou por volta de 7:30h. As fitas nas malas foram diferenciadas por cores: rosa, azul, vermelha e amarela. A partir das 8:30h, a cada meia hora, em média, foram chamados os portadores das respectivas etiquetas coloridas. As nossas eram azuis. No desembarque pedi minha mãe que sentasse (sim existem por volta de 300 poltronas, novas e em ótimo estado de conservação) que eu buscaria as malas. Sem qualquer tumulto encontrei as três malas e saímos com o motorista, Sr. Wagner, que eu havia agendado antes do embarque. Foi tudo muito rápido e organizado, ao contrário do desembarque no Rio de Janeiro - péssimo! Só um defeito: os táxis não podem entrar no porto (só para clientes já previamente contatados como foi o nosso caso). Com isso muitos turistas saem carregando sacolas e malas pelas ruas - um desrespeito completo. Ainda bem que estava sol (e forte, por sinal), mas e se estivesse chovendo???? Com isso encerramos a viagem, fomos ao Hotel Blue Tree e no dia seguinte rumamos de volta a Brasília.

Comparação dos navios MSC Opera (e similares da frota) com o CVC Bleu de France (BF):

- Cabines: MSC um pouco mais luxuosa, mas do BF bem mais espaçosa e agradável de se habitar - Melhor: Bleu de France.
- Arrumação: MSC mais eficiente. Todos os dias arrumação pela manhã e no final da tarde; BF apenas uma vez, sendo que um dia não arrumaram por falta de tempo (trocaram toalhas a pedido) - Melhor: MSC.
- Tripulantes: MSC somente de estrangeiros e um pouco de brasileiros; BF em sua grande maioria de brasileiros (exceto oficiais) e bem mais gentis - Melhor: Bleu de France.
- Organização da viagem: Equivalentes, muito boa nos dois. Considerando a opção pelo porto de Recife, há clara vantagem para o BF - Melhor: Bleu de France.
- Lojas (Free shop): MSC bem mais baratas; BF com maior variedade e melhor atendimento - Empate.
- Entretenimento (dia): MSC praticamente não há, a não ser na zona das piscinas; BF diversas opções durante o dia - Melhor: Bleu de France.
- Entretenimento (noite): MSC tem muitos bares, shows e boites todos com ótima qualidade e muitas opções; BF possui um bar, duas boites e um show - excelentes, mas menor variedade - Melhor: MSC.
- Navio: MSC é mais novo e maior; BF menor e mais antigo, mas reformado em 2008. Tem a vantagem de locais mais vazios porque tem menos gente - Melhor: MSC.
- Restaurantes: Muito parecidos na qualidade, no horário, mas o BF tem atendimento bem superior (maioria brasileiros e sul americanos). No MSC tem pizza 24 horas e no BF "sopa da madrugada" - Empate.
- Cumprimento de horários: Ambos bem rígidos, atenderam às expectativas. O pessoal do BF fez a diferença pela gentileza com os turistas a bordo. Empate.
- Navegação: Ambos são rápidos e silenciosos, mas o MSC, por ser maior, balança menos o que faz grande diferença para aqueles tem tem enjoos. Melhor: MSC.
- Piscinas: As do MSC são maiores, mas no BF existem duas jacuzzis excelentes e uma piscina no 9º andar e outra, na popa, no 11º, o que é bom porque dividem os passageiros e não tem tumulto. Melhor: Bleu de France.
- Custo x benefício: Considerando a duração do cruzeiro e os valores pagos, o MSC sai mais barato proporcionalmente e você se diverte mais. Para os que desejam sossego, o Bleu de France é melhor - Empate.
- Resumo: Ambos são excelentes, valem à pena. O que deve ser observado é a época (exemplo: janeiro tem muita criança, no carnaval muita bagunça e existem cruzeiro temáticos que são diferenciados).

(*) Foi utilizada máquina fotográfica Canon, modelo SX20 IS, 12.1 MP, de propriedade do Portal Brasil. Todos os direitos reservados.
Esta reportagem tem caráter unicamente informativo. Toda a viagem e respectivas despesas foram pagas pelo Portal Brasil não se configurando, assim, nenhum tipo de publicidade.

            Se restaram dúvidas estou à disposição: fernando.toscano@portalbrasil.net.

            Um abraço,

(*) Fernando Toscano é o editor-chefe do Portal Brasil. Seu perfil.


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