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OS SERES VIVOS
OS R�PTEIS
"Vertebrados bem adaptados � terra firme"

 

            O nome r�ptil vem do latim reptare, que significa "rastejar". A Classe dos R�pteis compreende as seguintes Ordens: 

            Os r�pteis constituem a primeira classe de animais vertebrados a conquistar definitivamente o meio terrestre; para isso, foi necess�rio que sofressem uma s�rie de adapta��es:

Adapta��o

Descri��o

Impermeabiliza��o da pele (carapa�as, escamas e placas c�rneas)

para a prote��o do animal contra o atrito durante a locomo��o e para evitar que o ambiente seco, o vento e o sol desidratem o corpo.

Respira��o pulmonar

os pulm�es s�o os �rg�o que possibilitaram aos vertebrados a respira��o em ambiente gasoso.

Esqueleto mais forte, sistema muscular mais complexo e sistema nervoso central melhor desenvolvido

o desenvolvimento destes tr�s sistemas possibilita o equil�brio e a sustenta��o do animal em ambiente terrestre.

Excre��o urin�ria concentrada

adapta��o necess�ria para evitar a perda de grande quantidade de �gua, quando o organismo excreta nitrogenados (t�xicos) no sangue; eliminam, principalmente, �cido �rico que � menos t�xico que a am�nia e a ureia, sob a forma de cristais insol�veis.

Reprodu��o com fecunda��o interna, desenvolvimento direto, ovos com casca e anexos embrion�rios

a c�pula pode ocorrer em ambiente aquoso (jacar�, tartaruga-marinha, etc.) e terrestre (jabuti, etc); os r�pteis desenvolveram um sistema onde os espermatozoides s�o introduzidos na f�mea atrav�s de um p�nis ou de contato entre cloacas. A desova ocorre em ambiente terrestre e os filhotes saem dos ovos com a forma adulta, n�o passando por est�gios intermedi�rios de desenvolvimento.

            Os r�pteis p�em menos ovos que os peixes e anf�bios, pois o sucesso reprodutivo � maior. Seus ovos possuem adapta��es para o desenvolvimento em ambiente terrestre, as quais diminuem a mortalidade de embri�es: os ovos s�o revestidos por uma casca dura que os protegem da desidrata��o, possuem estruturas como o �mnio que protege o embri�o contra a desidrata��o, a deforma��o e contra choques mec�nicos e, o alant�ide que funciona como um reservat�rio de subst�ncias t�xicas produzidas pelo embri�o durante sua perman�ncia dentro do ovo.

            A maioria dos r�pteis � ov�para e esconde seus ovos no solo, areia, leito de folhas, buracos em madeira ou paredes onde o calor do ambiente ajuda a incub�-los. Ex: tartaruga-marinha, jacar� e lagartixa. Existem tamb�m os r�pteis ovoviv�paros, estes p�e ovos quando os filhotes j� est�o desenvolvidos em seu interior; a eclos�o destes ocorre logo ap�s a f�mea bot�-los.

            S�o animais ectot�rmicos, ou seja, a temperatura interna do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente, e por isso, s�o mais facilmente encontrados em regi�es onde a temperatura mais elevada acelera seu metabolismo. Um exemplo disso � o banho de sol de jacar�s �s margens dos rios.

            Os r�pteis constituem o primeiro grupo de vertebrados adaptados a vida em lugares secos da Terra. A pele seca, a c�rnea e as escamas resistem a perda de umidade do corpo e facilitam a vida em superf�cies �speras. O nome da classe se refere ao modo de locomo��o: reptum, que significa rastejar e o estudo dos r�pteis � chamado de herpetologia (do grego herpeton, r�ptil).

RPTEIS, CROCODILO                    RPTEIS, COBRA CORAL

A Hist�ria Natural dos R�pteis

            Durante o Mesoz�ico ou Idade dos R�pteis (Tri�ssico at� Cret�ceo Superior), foram esses vertebrados que dominaram e ocuparam a maioria dos habitats animais dispon�veis, desde semidesertos e planaltos secos atrav�s de p�ntanos e brejos, at� o oceano aberto. Variavam bastante de tamanho, estruturas e h�bitos. A realiza��o evolucion�ria dos r�pteis mais importante foi a de adaptar-se a vida terrestre longe da �gua. A aquisi��o de uma pele seca e cornificada para evitar a perda de umidade do corpo e a produ��o de ovos capazes de se desenvolver na terra foram significantes nessa adapta��o. Os pequenos r�pteis primitivos tinham o corpo e calda delgados e quatro pequenas pernas com cinco dedos. Desta forma generalizada algumas linhas de radia��o ou especializa��o foram:

� Aumento de tamanho, at� as enormes propor��es dos apatossauros;

� Aquisi��o de armadura defensiva, incluindo placas na pele ou chifres ou espinhos na cabe�a;

� Constru��o leve, como nos dinossauros, para correr rapidamente com quatro ou duas pernas;

� Adapta��o ao v�o, pelo aumento do comprimento das extremidades pares anteriores (e da calda) e desenvolvimento de pat�gios de pele nos pterod�ctilos.

            Os r�pteis do Mesoz�ico inclu�am tanto esp�cies herb�voras quanto carn�voras. Ninhos de ovos de dinossauro descobertos na Mong�lia provam que algumas esp�cies de r�pteis antigos punham seus ovos neles, mas os ictiossauros marinhos eram ovoviv�paros. 

            Restos de r�pteis f�sseis foram encontrados em todos os continentes do mundo menos na Ant�rtida. Ainda h� muita especula��o para saber o porque do desaparecimento dos dinossauros, sendo a explica��o mais plaus�vel � a da mudan�a de clima que alterou seus habitats e conseq�entemente os pr�prios r�pteis. De qualquer maneira, no final do Cret�ceo apenas quatro das dezesseis ordens de r�pteis existentes sobreviveram, o que possibilitou o desenvolvimento dos mam�feros.

Caracter�sticas dos R�pteis

            Os r�pteis possuem:

� um corpo coberto com pele seca cornificada (n�o mucosa) geralmente com escamas ou escudos e possuem poucas gl�ndulas superficiais;

� dois pares de extremidades, cada uma tipicamente com cinco dedos terminando em garras c�rneas e adaptadas para correr, rastejar ou trepar ; pernas semelhantes a remos nas tartarugas marinhas, reduzidas em alguns lagartos, ausentes em alguns outros lagartos e em todas as cobras;

� Esqueleto completamente ossificado; cr�nio com um c�ndilo occipital;

� Cora��o imperfeitamente dividido em quatro c�maras, duas aur�culas e um ventr�culo parcialmente dividido (ventr�culos separados nos crocodilianos); um par de arcos a�rticos; gl�bulos vermelhos nucleados, biconvexos e ovais;

� Respira��o sempre pulmonar; respira��o coaclal em tartarugas marinhas;

� Doze pares de nervos cranianos;

� Temperatura corporal vari�vel (pecilot�rmicos), de acordo com o ambiente;

� Fecunda��o interna, geralmente por �rg�os copuladores; ovos grandes, com grandes vitelos, em cascas c�rneas ou calc�rias geralmente postos, mas retidos pela f�mea para o desenvolvimento em alguns lagartos e cobras;

� Segmenta��o merobl�stica; envolt�rios embrion�rios (�mnio, c�rio, saco vitelino e alant�ide) presentes durante o desenvolvimento; filhotes quando eclodem (nascem) assemelham-se aos adultos; sem metamorfose.

ONDE VIVEM OS R�PTEIS

            Assim como os anf�bios, os r�pteis s�o animais ectot�rmicos. Isto significa que eles n�o produzem boa parte da temperatura de seu corpo, por isso, s�o dependentes de fontes externas de calor. Por esta raz�o, eles s�o muito sens�veis � varia��es de temperatura, o que faz com que a maior concentra��o de r�pteis aconte�a em locais pr�ximos aos tr�picos e � medida que nos aproximamos dos p�los, encontraremos cada vez menos esp�cies. 

            Todavia, uma esp�cie bem resistente de lagarto e outra de serpente ocorre acima do c�rculo �rtico, na Escandin�via e em algumas montanhas existem lagartos que se situam nos bancos de neves em suas atividades di�rias. Os Tuataras s�o conhecidos por ca�arem p�ssaros durante a noite, quando a temperatura do ar � de apenas 7�C, com chuva forte e ventos de 50 n�s. Estes exemplos citados s�o incomuns e existem dois tipos de lugares apenas onde os r�pteis s�o realmente abundantes: regi�es tropicais e des�rticas.

            As tartarugas e crocodilos s�o, na sua maioria, aqu�ticos, enquanto os lagartos e serpentes s�o na maior parte terrestres e arbor�colas. Existem exce��es interessantes: algumas tartarugas n�o apenas vivem longe da �gua, mas vivem em regi�es des�rticas e algumas serpentes marinhas t�m uma exist�ncia totalmente aqu�tica.

R�PTEIS TERRESTRES

            Pelo fato de que viver na terra � algo muito familiar aos humanos, adapta��es para outros locais s�o sempre consideradas "especiais" e adapta��es terrestres s�o meramente consideradas como normais. No entanto, a vida terrestre imp�e condi��es �nicas que requerem modifica��es na forma e fun��es muito maiores do que as relacionadas � vida na �gua ou �rvores. O esqueleto necessita ser forte o bastante para suportar o peso do corpo sem o suporte flutuante que a �gua oferece. A respira��o � diferenciada e existe a necessidade de manter o corpo propulsionado ao longo do ch�o. A habilidade para enxergar � dist�ncia tamb�m � importante. Pulm�es, membros e olhos parecem ser equipamentos padr�es para os humanos, porque n�s os possu�mos e porque a maioria dos animais possuem estruturas similares. No entanto, num contexto totalmente biol�gico, estas estruturas s�o adapta��es extraordin�rias!

            Os membros dos r�pteis s�o fortemente adaptados ao tipo de ambiente em que eles vivem. Lagartos terrestres que se movimentam rapidamente geralmente possuem patas longas com p�s bem desenvolvidos e garras que ajudam na ader�ncia ao solo. Alguns lagartos que possuem patas muito longas, costumam ter a habilidade de correr de maneira b�pede, aumentando muito sua velocidade. Estas esp�cies possuem uma cauda muito longa, que servem para dar equil�brio durante a corrida do animal.

            Serpentes terrestres, totalmente desprovidas de membros, possuem um tipo de adapta��o diferente. Elas s�o capazes de se mover ao longo do solo atrav�s de movimentos espec�ficos de seu corpo, aproveitando-se das irregularidades do solo. As escamas grandes e transversais do ventre das serpentes s�o firmemente presas pelo seu centro, mas possuem as extremidades soltas, sobrepondo-se � escama seguinte. Essas extremidades soltas ajudam na ader�ncia ao solo, prevenindo a derrapagem do animal. Muitas serpentes terrestres s�o longas e estreitas e possuem caudas compridas. Essas caracter�sticas favorecem o movimento r�pido e �gil pelo solo.

R�PTEIS ARBOR�COLAS

            Viver nas �rvores requer uma habilidade para escalar galhos e troncos e ter a habilidade de "saltar" de um galho para o outro. Muitos lagartos que escalam possuem garras afiadas que podem ser "cravadas" nas �rvores, auxiliando o movimento do animal. Outros, como os geckos, possuem patas expandidas com uma camada aderente, que permite que eles escalem at� mesmo superf�cies lisas. A efetividade deste mecanismo fica evidente quando voc� v� uma lagartixa andando pelo seu teto ou pelos vidros da sua casa. Outros lagartos arbor�colas, como os camale�es, possuem os dedos dos p�s similares aos dos humanos, ou seja, capazes de agarrar as coisas. Os camale�es tamb�m possuem cauda pre�nsil, que podem servir como um quinto membro.

            Em rela��o �s serpentes, a falta de membros fez com que elas passassem por diferentes adapta��es. Muitas serpentes arbor�colas s�o ex�mias escaladores, algumas capazes at� mesmo de subir em troncos de �rvores totalmente verticais, sem ter que se enrolar em volta dele. Estas serpentes usam as fendas e rachas do tronco para conseguirem se firmar e se impulsionar. As serpentes conhecidas como Vine Snakes s�o arbor�colas e t�m este nome por se parecerem muito com uma videira. Elas s�o longas e finas e t�m facilidade de andar pelos galhos das �rvores. A apar�ncia deste animal serve como camuflagem, mas tamb�m � muito �til no seu processo de locomo��o.

            Viver em um ambiente com muitas �rvores requer grande habilidade em calcular e estimar dist�ncias. Muitos lagartos e serpentes arbor�colas possuem os olhos direcionados para a frente, de tal maneira que ambos os olhos possam ser focados para a frente, possibilitando uma melhor precis�o no c�lculo de uma dist�ncia.

            Talvez a mais incomum adapta��o de um r�ptil arbor�cola seja a habilidade de "voar" ou "planar". Um g�nero de lagarto asi�tico (Draco), possui costelas estendidas, que suportam o excesso de pele que existe nos flancos do animal, formando uma esp�cie de asa. Caso sejam molestados, estes "lagartos voadores" ir�o fugir de sua �rvore "voando" por uma longa dist�ncia, ou para o ch�o, ou para outra �rvore. Podemos encontrar tamb�m na �sia as chamadas "Flying Snakes" ou serpentes voadoras, do g�nero Chrysopelea. Ela costuma saltar das �rvores e, aplainando seu corpo, pode "planar" e impedir sua queda. Mas n�o existe nenhum r�ptil moderno que fa�a algo comparado ao v�o do extinto Piterod�ctilo.

R�PTEIS SUBTERR�NEOS

            Algumas das modifica��es que ocorreram nos r�pteis subterr�neos n�o s�o verdadeiras adapta��es, mas apenas perda de estruturas que n�o tinham mais uma fun��o biol�gica. Por exemplo, em um buraco escuro, onde a cabe�a do animal est� em contato direto com o solo, os olhos n�o t�m uma fun��o �til, portanto, algumas serpentes e lagartos subterr�neos possuem apenas olhos rudimentares. A falta de membros � tamb�m uma conseq��ncia comum da exist�ncia subterr�nea. Embora os membros possam ser �teis para escavar, sendo que muitos r�pteis terrestres usam seus membros para este prop�sito, eles aumentam a fric��o e fazem com que um animal que viva embaixo do solo tenha que cavar muito mais do que n�o tendo os membros. Por isso, boa parte dos r�pteis subterr�neos perdeu seus membros ao longo do tempo, ou tiveram os mesmos drasticamente reduzidos.

            Em contraste, outras caracter�sticas s�o adapta��es � um estilo de vida subterr�neo. Muitos lagartos e serpentes subterr�neas possuem os ossos do cr�nio fundidos em uma estrutura s�lida e compacta, preparada para suportar fortes impactos. As cobras cegas (fam�lia Typhlopidae) possuem ponto afiado em suas caudas, que serve como uma �ncora, quando ela impulsiona seu corpo liso e polido atrav�s do solo. Os amphisbaen�deos utilizam outra t�tica: eles possuem ranhuras por todo o corpo que ajudam na tra��o, facilitando o processo de escava��o.

            A falta de membros nas serpentes � provavelmente uma heran�a de seus ancestrais subterr�neos. Acredita-se que as serpentes vieram dos lagartos subterr�neos que possuem membros e olhos reduzidos. Os olhos das serpentes n�o possuem estruturas presentes na maioria dos vertebrados e parece terem sido desenvolvidos a partir de um rudimentar olho de lagarto. As serpentes modernas jamais recuperaram os membros funcionais e, como indicado anteriormente, esta condi��o conduziu a adapta��o destes animais para ambientes arb�reos a terrestres de maneira diferente da ocorrida com os lagartos.

R�PTEIS AQU�TICOS

            Os ancestrais terrestres dos r�pteis modernos impuseram limita��es em suas vidas na �gua. Sendo ov�paras, as f�meas da maioria das esp�cies necessitavam ir para a terra para postarem seus ovos; apenas algumas das serpentes marinhas d� a luz � seus filhotes na �gua e nunca emergem voluntariamente para a terra. A respira��o � outro limitante. Todos os r�pteis aqu�ticos precisam ir at� a superf�cie periodicamente para respirar, embora alguns sejam capazes de prolongar ao m�ximo o tempo que ficam submersos. As serpentes marinhas podem ficar submersas por uma ou duas horas, pois podem absorver oxig�nio pela sua pele a um n�vel que as serpentes terrestres n�o podem. Elas podem mergulhar a at� 100 metros de profundidade sem nenhum problema, provavelmente devido � permeabilidade da pele � gases; o excesso de nitrog�nio absorvido pelo sangue, sob press�o, pode passar pela pele para o ambiente externo. Para evitar que o ar saia do pulm�o, a serpentes marinhas possuem v�lvulas que fecham as narinas quando o animal est� submerso.

            As narinas e olhos dos crocodilianos e serpentes aqu�ticas tendem a ser localizados mais em cima, na parte superior do cabe�a. Isto permite que o animal, estando na superf�cie, fique quase completamente submerso, mas com condi��es de ver e respirar, enquanto se movimenta.

            A locomo��o dentro d'�gua � completamente diferente da locomo��o na terra, principalmente pelo fato da press�o que o animal faz com seu corpo ter que ser aplicada contra a �gua e n�o contra uma superf�cie. Os r�pteis se adaptaram � esta condi��o de duas maneiras. Aqueles que possuem membros desenvolveram p�s como teias ou, no caso das tartarugas marinhas, nadadeiras. J� as serpentes marinhas adaptaram suas caudas, deixando-as com um formato mais achatado. Os crocodilianos e alguns lagartos semi-aqu�ticos tamb�m possuem a cauda achatada, o que aumenta a superf�cie da cauda em contato com a �gua, facilitando a movimenta��o.

            O principal problema encontrado pelos r�pteis marinhos � a salinidade da �gua. O rim destes animais n�o pode deparar com uma alta salinidade e a vida no mar s� � poss�vel para alguns r�pteis devido � presen�a de uma gl�ndula excretora de sal. Algumas serpentes marinhas possuem uma de suas gl�ndulas salivares modificadas em uma gl�ndula excretora de sal. Ela fica localizada debaixo da l�ngua, e o sal � expelido pela pele da l�ngua. Quando a serpente coloca sua l�ngua para fora da boca, o sal � levado de volta para o mar. Outro grupo de serpentes, habitantes de �guas salgadas (as Homalopsines), possui uma gl�ndula similar, mas que � localizada na frente do c�u da boca do animal. As tartarugas marinhas possuem uma gl�ndula lacrimal modificada que excreta sal dos olhos. 

            J� os crocodilos marinhos possuem pequenas gl�ndulas excretoras de sal situadas em baixo da superf�cie da l�ngua. Muitas iguanas terrestres possuem uma gl�ndula nasal que excreta o excesso de sal presente em sua dieta. A iguana marinha, das Ilhas Gal�pagos, que costuma mergulhar no mar e se alimentar de algas, possuem esta mesma gl�ndula s� que bem mais desenvolvida. O sal � excretado para a passagem nasal e quando o animal est� na terra ele espirra, eliminando assim o sal de seu corpo.

            Poucos animais s�o adaptados para se mover sobre superf�cie da �gua. Um dos poucos que possui esta habilidade � o lagarto basilisco, da Am�rica Central. Eles possuem uma esp�cie de aba de pele, na lateral dos p�s da pata traseira. Esta estrutura � dobrada quando o animal est� andando na terra. Quando o animal se sente amea�ado, ele come�a a correr de maneira b�pede e abra as abas presentes em seus p�s, criando uma superf�cie extra que possibilita que o animal consiga correr sobre a superf�cie da �gua. Caso pare de correr, ir� afundar, por�m s�o ex�mios nadadores.

R�PTEIS EM ILHAS

            Algumas ilhas oce�nicas remotas geralmente possuem muito poucas esp�cies de plantas e animais, especialmente aqueles capazes de sobreviver � longas viagens. Certos r�pteis, como os geckos, s�o geralmente bem representados, pelo fato de muitas adapta��es terem contribu�do para o animal estar presente em algumas ilhas e conseguirem se estabilizar nelas.

            Muitos lagartos vivem sob peda�os de madeiras flutuantes em algumas praias. A madeira � levada pela mar� at� longas dist�ncias, carregando com ela lagartos ou seus ovos. Alguns geckos possuem ovos resistentes ao sal, que s�o pegajosas quando postados, mas ap�s ficarem secos, aderem fortemente �s fendas e rachas nas madeiras flutuantes.

            O maior problema que um animal rec�m chegado � uma ilha encontra � estabelecer uma popula��o. A dispers�o pela �gua � um fen�meno relativamente raro e uma segunda dispers�o pode n�o chegar � uma ilha durante toda a vida de um r�ptil. Esp�cies partenog�nicas (aquelas em que a f�mea pode postar ovos f�rteis sem ter sido inseminada por um macho) costumam prosperar com mais sucesso em ilhas isoladas. � muito significante que a uma das caracter�sticas dos geckos encontrados em ilhas seja a partenog�nese, sendo que nessas ilhas existem poucos ou nenhum macho.

            Talvez o r�ptil terrestre recordista em dispers�o seja a Iguana das Ilhas Fiji e algumas outras ilhas vizinhas, do Pac�fico. Seus �nicos parentes est�o na Am�rica do Sul e Central. Certamente, seus ancestrais vieram atrav�s do Oceano Pac�fico e, uma vez isolados, desenvolveram-se nas esp�cies que s�o hoje.

FONTES: Animal World, Brazil Nature, Base de dados do Portal Brasil e "Os seres vivos".
Alguns textos sofreram adapta��es e corre��es.


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