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P A R A G U A I


DADOS
PRINCIPAIS:
Nome oficial: República do Paraguai
(República del Paraguay).
Nacionalidade: paraguaia.
Data
nacional: 15 de maio (Independência - 1811); 25 de agosto (Dia da
Constituição).
Capital: Assunção.
Cidades principais:
Assunção (508.000, sendo 1.400.000 na área metropolitana); Ciudad del Este (274.000), San Lorenzo (237.000),
Luque (225.000), Capiatá (216.000), Lambaré (129.000), Fernando de la Mora
(122.000), Limpio (105.000) e Nemby (104.000) - 2006.
Idioma:
espanhol (oficial), guarani.
Religião: 89,6%
(Católicos), 6,2% (Protestantes), outras 4,2% (2007).
Código telefônico internacional: 595
Código de internet: py
Site oficial do Governo Federal:
www.presidencia.gov.py.
GEOGRAFIA:
Localização: centro-sul da América do Sul.
Hora local:
-1h (UTC - 4h).
Área: 406.752 km2 (2,3% correspondem a
águas internas).
Clima: tropical
seco (NO e NE), tropical (centro), subtropical (S).
Temperatura média:
26ºC à 33ºC (Verão); 15ºC à 26ºC (Inverno).
Área de floresta:
115 mil km2 (2005).
Rios navegáveis: 1.600 km.
POPULAÇÃO:
Total:
6.100.000, sendo eurameríndios 96,3%, ameríndios 1,7%, europeus ibéricos
2% (2007).
Densidade:
14,99 hab./km2 (2007).
População urbana: 56,7% (2007).
População rural: 43,3% (2007).
Crescimento demográfico: 2,6% ao ano (2005).
Fecundidade:
4,17 filhos por mulher (2005).
Expectativa de vida:
71,8 anos (2007) - 99º do mundo.
Mortalidade infantil: 32 por mil
nascimentos(2007) - 121º do mundo.
Analfabetismo:
5,4% (2007) - 71º do mundo.
IDH (0-1):
0,761 (2007) - 101º do mundo.
POLÍTICA:
Forma de
governo: República presidencialista.
Divisão
dministrativa: 17 departamentos.
Principais partidos:
Colorado, coalizão Aliança Democrática (AD) (Liberal Radical Autêntico, PLRA;
Encontro Nacional, EN).
Legislativo: bicameral - Senado, com 45 membros;
Câmara dos Deputados, com 80, eleitos por voto direto para mandato
de 5 anos.
Constituição em vigor: 1992.
ECONOMIA:
Moeda: guarani.
PIB: US$ 28,342 bilhões (2006) - 96% do mundo.
PIB agropecuária:
25% (2006).
PIB indústria: 26% (2006).

PIB serviços:
49% (2006).
Crescimento do PIB: 2,8% ao ano (2006).
Renda per capita: US$ 4,055.00 (2007) - 107º do mundo.
Força de trabalho: 2,3
milhões (2007).
Agricultura: Principalmente soja, algodão em pluma, cana-de-açúcar
e
mandioca.
Pecuária: bovinos, suínos, aves.
Mineração: calcário, gipsita, petróleo.
Indústria:
alimentícia, bebidas, tabaco, madeireira, têxtil, vestuário, couro,
petroquímica, gráfica e editorial, metalúrgica, produtos minerais não metálicos.
Rodovias: 29.800km, sendo 4.800km asfaltados (2007).
Exportações: US$
6,898 bilhões (2007).
Importações: US$ 7,012
bilhões (2007).
Principais parceiros comerciais: Brasil, EUA,
Argentina, Holanda (Países Baixos) e Japão (2007).

DEFESA:
Efetivo
total: 26,0 mil (2007).
Gastos: US$ 186,8 milhões (2008).
RELAÇÕES EXTERIORES:
Organizações: Banco Mundial, FMI, Grupo do Rio, Mercosul, OEA,
OMC, ONU.
Embaixada: SES, Av. das Nações, Quadra 811, Lote 42 - CEP
70427-900, Brasília (DF) - Tel.
(61) 3242.3732 / 3968 / 3244.8649,
fax (61) 3242.4605, e-mail:
secretaria@embaparaguai.org.br,
Site: www.embaparaguai.com.br.
A
GUERRA DO PARAGUAI
O Paraguai no século XIX era um país que destoava do conjunto latino-americano
por ter alcançado um certo progresso econômico autônomo, a partir da independência
em 1811. Durante os longos governos de José Francía (1811-1840) e Carlos López
(1840-1862), o analfabetismo havia diminuído significativamente no país e haviam surgido fábricas
-- inclusive de armas e pólvora --, indústrias siderúrgicas, estradas de
ferro e um eficiente sistema de telégrafo. As "estâncias da pátria"
(unidades econômicas formadas por terras e instrumentos de trabalho distribuídos
pelo Estado aos camponeses, desde o governo Francia) abasteciam o consumo
nacional de produtos agrícolas e garantiam à população emprego e invejável
padrão alimentar.
Nesse quadro de relativo sucesso socioeconômico e de autonomia internacional,
Solano López, cujo governo iniciou-se em 1862, enfatizou a política
militar-expansionista, a fim de ampliar o território paraguaio. Pretendia criar
o "Paraguai Maior", anexando, para isso, regiões da Argentina, do
Uruguai e do Brasil (como Rio Grande do Sul e Mato Grosso). Obteria, dessa
forma, acesso ao Atlântico, tido como imprescindível para a continuação do
progresso econômico do país.
Usando como pretexto a intervenção brasileira no Uruguai e contando com um exército
bem mais numeroso que o do oponente brasileiro, Solano López tomou a ofensiva
ao romper relações diplomáticas com o Brasil, em 1864. Logo depois, como
medida complementar, ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de
Olinda, no rio Paraguai, retendo, entre seus passageiros e tripulantes, o
presidente da província do Mato Grosso, Carneiro de Campos. A resposta
brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai.
Em 1865, mantendo-se na ofensiva, o Paraguai havia invadido o Mato Grosso e o
Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice
Aliança contra Solano López.
Apesar de as primeiras vitórias da guerra terem sido paraguaias, o país não pôde
resistir a uma guerra prolongada. A população paraguaia era muito menor que a
dos países da Tríplice Aliança e, por maior que fosse a competência do exército
paraguaio, a ocupação militar dos territórios desses países era fisicamente
impossível, enquanto o pequeno Paraguai podia ser facilmente ocupado pelas
tropas da Aliança.
Considerações importantes sobre
a Guerra do Paraguai:
"Muitos acreditam que a Inglaterra tinha
interesses nessa Guerra bem como Solano López era um "desenvolvimentista".
Leia abaixo as considerações do Professor Clemenceau Souza Leite, da USP,
para o Portal Brasil":
"É imprescindível a compreensão real daquele conflito. Nunca a Inglaterra
teve interesse nessa guerra. O Brasil inclusive se encontrava de relações
rompidas com essa potência européia. Quanto ao Paraguai, dizer que era um
país tido com um "modelo de desenvolvimento autônomo", é desconhecer o poder
dinástico da família López, que tratava o Paraguai como uma imensa fazenda e
sua população como verdadeiros escravos. Havia escravidão no Paraguai e
grande parte das receitas paraguaias foram gastas pelo ditador Solano López
na aquisição de farto material bélico na Europa. Se houve uma potência
estrangeira interessada nessa guerra, essa potência eram os Estados Unidos,
cujo embaixador em Assunção, general MacMahon, não apenas incentivou as
ações bélicas de Solano López, como também o acompanhou em sua fuga pelo
interior do Paraguai. Por fim, aconselho a leitura do livro "Maldita
Guerra", do historiador brasileiro Francisco Doratiotto, um trabalho sério
que com farta documentação histórica desmente o mito de Solano López, que
segundo o intelectual paraguaio Guido Alcála foi um verdadeiro precursor de
Adolf Hitler".
FONTES: Base de
dados do Portal Brasil, Wikipédia, Governo do Paraguai,
http://www.defesanet.com.br/al1/balanco.pdf,
www.consulados.com.br, Editora Abril
e Professor Clemenceau Souza Leite (USP).
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