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- PARAGUAI -


DADOS PRINCIPAIS:

Nome oficial: República do Paraguai (República del Paraguay).
Nacionalidade: paraguaia.
Data nacional: 14 e 15 de maio (Independência); 25 de agosto (Dia da Constituição).
Capital: Assunção.
Cidades principais: Assunção (550.060) (1997); Ciudad del Este (133.881), San Lorenzo (133.395), Lambare (99.681), Fernando de la Mora (95.287) (1992).
Idioma: espanhol (oficial), guarani.
Religião: cristianismo 92,9% (católicos), outras 7,1% (1995).

GEOGRAFIA: 
Localização:
centro-sul da América do Sul.
Hora local:
-1h.
Área:
406.752 km2.
Clima:
tropical seco (NO e NE), tropical (centro), subtropical (S).
Área de floresta:
115 mil km2 (1995). 

POPULAÇÃO: 
Total:
5,5 milhões (2000), sendo eurameríndios 95%, ameríndios 3%, europeus ibéricos 2% (1996).  
Densidade:
13,52 hab./km2.
População urbana:
55% (1998).
Crescimento demográfico:
2,6% ao ano (1995-2000).
Fecundidade:
4,17 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F:
67,5/72 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil:
39 por mil nascimentos(1995-2000).
Analfabetismo:
6,7% (2000).
IDH (0-1):
0,736 (1998).

POLÍTICA:
Forma de governo:
República presidencialista.
Divisão
dministrativa: 17 departamentos.
Principais
partidos: Colorado, coalizão Aliança Democrática (AD) (Liberal Radical Autêntico, PLRA; Encontro Nacional, EN). 
Legislativo
: bicameral - Senado, com 45 membros; Câmara dos Deputados, com 80 membros. Ambos eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição
em vigor: 1992.

ECONOMIA: 
Moeda:
guarani.  
PIB:
US$ 8,6 bilhões (1998).
PIB agropecuária:
25% (1998).
PIB indústria:
26% (1998).
PIB serviços:
49% (1998).
Crescimento do PIB:
2,8% ao ano (1990-1998).
Renda per capita:
US$ 1.760 (1998).
Força de trabalho:
2 milhões (1998).
Agricultura:
Principalmente soja, algodão em pluma, cana-de-açúcar e mandioca.
Pecuária:
bovinos, suínos, aves.
Pesca:
28 mil t (1997).
Mineração:
calcário, gipsita, petróleo.
Indústria:
alimentícia, bebidas, tabaco, madeireira, têxtil, vestuário, couro, petroquímica, gráfica e editorial, metalúrgica, produtos minerais não metálicos.
Exportações:
US$ 1 bilhão (1998).
Importações:
US$ 3 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais:
Brasil, EUA, Argentina, Holanda (Países Baixos) e Japão.

DEFESA: 
Efetivo total:
20,2 mil (1998).
Gastos:
US$ 128 milhões (1998).

RELAÇÕES EXTERIORES: 
Organizações:
Banco Mundial, FMI, Grupo do Rio, Mercosul, OEA, OMC, ONU.
Embaixada:
SES Quadra 811
, sn lt.42 Tel. (61) 3242-3732, fax (61) 3242-4605, e-mail: embapar@linkexpress.com.br - Brasília, DF.

A GUERRA DO PARAGUAI

            O Paraguai no século XIX era um país que destoava do conjunto latino-americano por ter alcançado um certo progresso econômico autônomo, a partir da independência em 1811. Durante os longos governos de José Francía (1811-1840) e Carlos López (1840-1862), o analfabetismo havia diminuído significativamente no país e haviam surgido fábricas -- inclusive de armas e pólvora --, indústrias siderúrgicas, estradas de ferro e um eficiente sistema de telégrafo. As "estâncias da pátria" (unidades econômicas formadas por terras e instrumentos de trabalho distribuídos pelo Estado aos camponeses, desde o governo Francia) abasteciam o consumo nacional de produtos agrícolas e garantiam à população emprego e invejável padrão alimentar.

            Nesse quadro de relativo sucesso socioeconômico e de autonomia internacional, Solano López, cujo governo iniciou-se em 1862, enfatizou a política militar-expansionista, a fim de ampliar o território paraguaio. Pretendia criar o "Paraguai Maior", anexando, para isso, regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil (como Rio Grande do Sul e Mato Grosso). Obteria, dessa forma, acesso ao Atlântico, tido como imprescindível para a continuação do progresso econômico do país.

 

            Usando como pretexto a intervenção brasileira no Uruguai e contando com um exército bem mais numeroso que o do oponente brasileiro, Solano López tomou a ofensiva ao romper relações diplomáticas com o Brasil, em 1864. Logo depois, como medida complementar, ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai, retendo, entre seus passageiros e tripulantes, o presidente da província do Mato Grosso, Carneiro de Campos. A resposta brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai.

            Em 1865, mantendo-se na ofensiva, o Paraguai havia invadido o Mato Grosso e o Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice Aliança contra Solano López. Apesar de as primeiras vitórias da guerra terem sido paraguaias, o país não pôde resistir a uma guerra prolongada. A população paraguaia era muito menor que a dos países da Tríplice Aliança e, por maior que fosse a competência do exército paraguaio, a ocupação militar dos territórios desses países era fisicamente impossível, enquanto o pequeno Paraguai podia ser facilmente ocupado pelas tropas da Aliança.

 

Considerações importantes sobre a Guerra do Paraguai:

 

            "Muitos acreditam que a Inglaterra tinha interesses nessa Guerra bem como Solano López era um "desenvolvimentista".
Leia abaixo as considerações do Professor Clemenceau Souza Leite, da USP, para o Portal Brasil":

 

            "É imprescindível a compreensão real daquele conflito. Nunca a Inglaterra teve interesse nessa guerra. O Brasil inclusive se encontrava de relações rompidas com essa potência européia. Quanto ao Paraguai, dizer que era um país tido com um "modelo de desenvolvimento autônomo", é desconhecer o poder dinástico da família López, que tratava o Paraguai como uma imensa fazenda e sua população como verdadeiros escravos. Havia escravidão no Paraguai e grande parte das receitas paraguaias foram gastas pelo ditador Solano López na aquisição de farto material bélico na Europa. Se houve uma potência estrangeira interessada nessa guerra, essa potência eram os Estados Unidos, cujo embaixador em Assunção, general MacMahon, não apenas incentivou as ações bélicas de Solano López, como também o acompanhou em sua fuga pelo interior do Paraguai. Por fim, aconselho a leitura do livro "Maldita Guerra", do historiador brasileiro Francisco Doratiotto, um trabalho sério que com farta documentação histórica desmente o mito de Solano López, que segundo o intelectual paraguaio Guido Alcála foi um verdadeiro precursor de Adolf Hitler".


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