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C I � N C I A     E     T E C N O L O G I A

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Mundo Discovery e outros sites de interesse

Discovery Channel - Possui tr�s sites principais muito bons. O principal em ingl�s est� em www.discovery.com/ e sua vers�o em portugu�s (mais simples) www.discoveryportugues.com. Mas existem v�rios outros, dentre os quais selecionamos:

http://apl.discovery.com/ - Muitas reportagens sobre animais, desde os selvagens at� os dom�sticos.

www.animal.discovery.com/panda/panda.html - Sobre os ursos pandas. Hoje s�o menos de 1.000 no mundo.

www.travel.discovery.com/ - Um dos melhores sites do mundo sobre viagens e turismo. Se voc� clicar na op��o tool & tips no menu, voc� poder� ver imagens 360 graus. Imperd�vel.

http://www.fisica.uel.br/C&T/ - Site derivado do Departamento de F�sica da Universidade Estadual de Londrina com mat�rias e informa��es sobre ci�ncia e tecnologia e colunas semanais escritas pelo Dr. Carlos Roberto Appoloni.

www.health.discovery.com/ - Tudo sobre sa�de, doen�as e tratamentos.

www.school.discovery.com/ - Informa��es sobre ci�ncia, inven��es e cientistas - para pesquisas.

www.tryscience.org/ - Excelente site para crian�as e adolescentes, com muitos jogos e anima��es para explicar assuntos que v�o desde plantas e furac�es, at� alergias e dinossauros, dentre outros. Em ingl�s.

www.wwf.org - O site da World Wildlife Fund � muito completo, com divis�o de assuntos por pa�ses e diversas reportagens para pesquisas. O site � em ingl�s e para os que se interessam pela vida animal e preserva��o, � um endere�o imperd�vel.


N O T � C I A S     E M     D E S T A Q U E:

Assinado por 17 Academias de Ci�ncias de todo o mundo, documento defende acordo sobre mudan�as clim�ticas

            Academias de Ci�ncias de dezessete pa�ses divulgaram um documento de apoio ao Painel Intergovernamental sobre Mudan�as Clim�ticas (IPCC), com o objetivo de ressaltar os compromissos presentes no Protocolo de Kyoto, quanto a redu��o da emiss�o de gases prejudiciais � camada de oz�nio.

            Aqui est� a declara��o conjunta, de iniciativa da Royal Society, da Inglaterra, endossada por 16 outras Academias de Ci�ncias (Alemanha, Austr�lia, B�lgica, Brasil, Canad�, Caribe, China, Fran�a, �ndia, Indon�sia, Irlanda, It�lia, Mal�sia, Nova Zel�ndia, Su�cia e Turquia):

            "O trabalho do Painel Intergovernamental sobre Mudan�as Clim�ticas (IPCC) representa o consenso da comunidade cient�fica internacional sobre a ci�ncia das mudan�as clim�ticas. Reconhecemos o IPCC como a mais confi�vel fonte de informa��es acerca das mudan�as globais e suas causas, e endossamos a sua metodologia para a obten��o deste consenso.

            Apesar do crescente consenso sobre a ci�ncia que embasa as previs�es sobre as mudan�as clim�ticas globais, foram recentemente expressas d�vidas a respeito da necessidade de mitigar-se os riscos impostos pelas mudan�as clim�ticas globais. N�o consideramos tais d�vidas justific�veis. Sempre haver� um grau de incerteza cercando as predi��es de mudan�as em um sistema t�o complexo como o clima global. Entretanto, endossamos as conclus�es do IPCC, que atestam que � ao menos 90% certo que as temperaturas continuar�o a subir, com a temperatura m�dia global da superf�cie sendo projetada para aumentar entre 1,4 e 5,8�C acima dos n�veis de 1990, por volta de 2100.

            Esta amplia��o ser� acompanhada pelo aumento do n�vel dos mares, incremento da precipita��o em alguns pa�ses, aumento do risco de secas em outros, e efeitos adversos sobre a agricultura, a sa�de e as reservas de �gua. Em maio de 2000, no Painel Interacad�mico (IAP) reunido em T�quio, 63 academias de ci�ncias de todas as partes do mundo aprovaram uma declara��o sobre sustentabilidade, em que era notado que "as tend�ncias globais das mudan�as clim�ticas... s�o preocupa��es constantes" e comprometeram-se a trabalhar pela sustentabilidade - atendendo as presentes demandas humanas ao mesmo tempo em que se preservam o meio ambiente e os recursos naturais necess�rios para as gera��es futuras.

            Agora � evidente que as atividades humanas contribuem adversamente para as mudan�as clim�ticas globais. A manuten��o dos atuais padr�es n�o representa mais uma op��o vi�vel. Conclamamos a todos - indiv�duos, empresas e governos - que ajam de forma r�pida para reduzir a emiss�o de gases causadores do efeito estufa. Cento e oitenta e um governos participaram da Conven��o sobre Mudan�as Clim�ticas da ONU realizada em 1992, demonstrando um compromisso global para a "estabiliza��o de concentra��es atmosf�ricas seguras de gases causadores do efeito estufa
".

            Oitenta e quatro pa�ses assinaram o subseq�ente protocolo de Kyoto em 1997, estabelecendo o compromisso dos pa�ses desenvolvidos com a redu��o em 5,2% de suas emiss�es agregadas anuais at� o per�odo de 2008 - 2012, tomando por base o ano de 1990. A ratifica��o deste protocolo representa um pequeno, mas essencial primeiro passo em dire��o � estabiliza��o de concentra��es atmosf�ricas de gases causadores do efeito estufa.

            Isto ajudar� a criar uma base sobre a qual se poder� construir um acordo eq�itativo entre todos os pa�ses desenvolvidos e em desenvolvimento para redu��es mais substanciais que ser�o necess�rias em meados do s�culo. Muito pode ser feito presentemente para reduzir as emiss�es de gases causadores do efeito estufa, sem custos excessivos. Acreditamos que tamb�m existe a necessidade de um grande esfor�o de coordena��o de pesquisa em ci�ncia e tecnologia que embase estrat�gias de mitiga��o e adapta��o relacionadas com mudan�as clim�ticas.

            Este esfor�o deve ser financiado principalmente por pa�ses desenvolvidos e deve envolver cientistas de todo o mundo. O balan�o das evid�ncias cient�ficas demandam medidas efetivas imediatas, de forma que mudan�as danosas ao clima terrestre sejam evitadas.

Aumenta o risco de extin��o global

            Uma das maiores pesquisas j� realizadas sobre as condi��es de reservas naturais protegidas mostra que elas tem sido t�o intensamente exploradas que o planeta enfrenta o mais grave risco de extin��o global desde o desaparecimento dos dinossauros, h� 65 milh�es de anos.

            Segundo o estudo, as estrat�gias de conserva��o falharam frente a press�o causada pelo crescimento populacional e expans�o de �reas agr�colas. Cerca da metade das reservas naturais est� sendo intensamente usada para a agricultura. Dez mil pesquisadores de 181 pa�ses analisaram as condi��es de 17 mil reservas naturais. O estudo foi realizado pelas ONGs Uni�o Mundial Para a Natureza (IUCN, na sigla em ingl�s), na Su��a e na Future Harvest, nos EUA.

            As �reas estudadas, entre elas a Mata Atl�ntica brasileira, s�o consideradas os maiores tesouros naturais do planeta. Os cientistas disseram que encontrar uma forma de atender �s necessidades da popula��o e preservar a biodiversidade � um dos maiores desafios do s�culo. "A fome se transformou numa inimiga da vida selvagem", disse a pesquisa. Os pesquisadores descobriram elevados �ndices de desnutri��o da popula��o que vive junto a 16 das 25 grandes �reas mundiais ricas em biodiversidade.

            Se o ritmo atual de devasta��o continuar, 25% das esp�cies de plantas e animais, e metade das florestas poder�o estar extintas ou seriamente amea�adas at� 2050. Os cientistas propuseram que a agricultura e a preserva��o do meio ambiente sejam unidas sob uma s� bandeira, a da ecoagricultura. O estudo frisou que proibir invas�es de nada adiantar�. Muito mais efic�cia teria incentivar a agricultura em outras �reas, com a ajuda de novas tecnologias.

            A Mata Atl�ntica, da qual restam cerca de 7%, mereceu destaque. Segundo o estudo, mesmo o protegido mico-le�o-dourado n�o est� livre da amea�a da perda de territ�rio para a agropecu�ria.

Atmosfera perde capacidade autolimpante

            Um grupo de pesquisadores dos EUA, da Austr�lia e do Reino Unido trouxe mais um alerta a quem ainda ousa duvidar do efeito estufa e das mudan�as clim�ticas globais: alem de poluir, o homem tamb�m est� minando a capacidade da atmosfera de se limpar sozinha - e de uma forma mais avassaladora do que seria imagin�vel, ou recomend�vel. Estudo feito por eles e publicado em edi��o da revista cient�fica americana "Science" (www.sciencemag.org) mostra que os n�veis do radical hidroxila (OH) na atmosfera despencaram a partir de 1995.

            Esse radical � o principal detergente natural do planeta. � ele o principal respons�vel pela decomposi��o de gases-estufa, como o metano e o di�xido de enxofre, e de poluentes, como o mon�xido de carbono e o oz�nio. Sem o OH por perto, esses gases acabam ficando no ar em quantidades  maiores, agravando o efeito estufa (reten��o de radia��o solar por uma capa de g�s, que esquenta a Terra).

            Segundo o estudo, coordenado pelo climatologista Ronald Prinn, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts-MIT, EUA, a concentra��o m�dia de OH  no ar do planeta caiu de cerca de 150 ppt (partes por trilh�o) em 92 para  pouco mais de 40 ppt em 2000. Embora n�o se arrisquem a apontar as causas dessa redu��o, Prinn e sua equipe apostam que h� o dedo da humanidade por tr�s dela.

            "O recado � basicamente o seguinte: a humanidade alterou o equil�brio sem entender como funcionava a m�quina original", disse o f�sico Paulo Artaxo, da USP, vice-presidente do IGAC (Programa Internacional de Qu�mica Atmosf�rica Global). Segundo Artaxo, o estudo � importante porque analisa, pela primeira vez, o efeito das mudan�as globais sobre os chamados gases de meia-vida curta. Apesar de ficarem muito pouco tempo no ar, esses compostos s�o fundamentais para o funcionamento da "sopa" atmosf�rica. O OH, por exemplo, s� dura um segundo - mas � respons�vel pela quebra do metano, que tem meia-vida de 11 anos.

            Acontece que, justamente pelo fato de o OH ser t�o fugidio, at� agora ningu�m havia conseguido medir sua concentra��o. Prinn, ent�o, apelou para  um truque: ele calculou indiretamente o n�vel do g�s, olhando para uma mol�cula chamada metil-clorof�rmio. Esse composto � uma esp�cie de "espelho" qu�mico do OH. Para cada mol�cula dele que � degradada existe uma mol�cula do radical fuj�o na atmosfera. Assim, estimando a sua concentra��o entre 1978 e 2000, Prinn e seu grupo puderam chegar � trilha do OH.

            E n�o gostaram do que viram: os n�veis de metil-clorof�rmio subiram 15%  entre 78 e 92 e ca�ram em 2000 para 10% abaixo do m�nimo medido em 78. "Esses gases est�o reagindo muito depressa 'as mudan�as na atmosfera", disse Artaxo. Os cientistas ainda n�o sabem dizer se a tend�ncia � a queda. Mas num  momento em que os EUA enterram o Protocolo de Kyoto, acordo mundial para reduzir os gases-estufa, os resultados n�o s�o animadores.


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