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Estados Brasileiros
- P A R A Í B A -
GEOGRAFIA – Área:
56.439,8 km2. Relevo: planície litorânea, planalto no centro e depressão
a oeste. Ponto mais elevado: pico do Jabre, na serra do Teixeira (1.197
m). Rios principais: Paraíba, Piancó, Piranhas, Taperoá, Mamanguape,
Curimataú, Gramame, do Peixe. Vegetação: mangues no litoral, pequena
faixa de floresta tropical e caatinga na maior parte do território. Clima:
tropical no litoral e semi-árido no interior. Municípios mais populosos:
João Pessoa (672.081), Campina Grande (379.871), Santa Rita (131.684), Patos
(99.494), Bayeux (95.004), Sousa (63.622), Cajazeiras (57.259), Guarabira
(53.090), Cabedelo (53.017),
Sapé (47.220) - 2006. Hora local: a mesma. Habitante:
paraibano.
POPULAÇÃO – 3.623.215 (2006). Densidade: 64,2hab./km2 (2006). Cresc.
dem.: 0,8% ao ano (1991-2006). Pop. urb.: 75,8% (2004). Domicílios:
939.057 (2005); carência habitacional: 160.194 (2006). Acesso à
água: 78,2% (2005); acesso à rede de esgoto: 52,3% (2005). IDH: 0,661
(2000).
SAÚDE – Mort. infantil: 40,8 por mil nascimentos (2005). Médicos: 10,5 por
10 mil hab. (2005). Leitos hosp.: 2,7 por mil hab. (2005).
EDUCAÇÃO – Educ. infantil: 154.758 matrículas (76,5% na rede pública).
Ensino fundamental: 817.171 matrículas (91,0% na rede pública). Ensino
médio: 166.323 matrículas (86,6% na rede pública) - todos em 2005. Ensino
superior: 52.633 matrículas (68,5% na rede pública - 2004. Analfabetismo:
25,3% (2004); analfabetismo funcional: 40,5% (2004).
GOVERNO – Governador: Cassio Cunha Lima (PSDB). Senadores:
3. Dep. federais: 12. Dep. estaduais: 36. Eleitores:
2.573.766 (2% do eleitorado brasileiro - 2006). Sede do governo: Palácio
da Redenção. Praça João Pessoa, s/nº, centro, João Pessoa. Tel. (83)
216-8000.
ECONOMIA – Participação no PIB nacional: 0,8% (2004). Composição
do PIB: agropec.: 10,4%; ind.: 33,1%; serv.: 56,5% (2004). PIB
per capita: R$ 4.165 (2004). Export. (US$
228 milhões): tecidos e confecções de algodão (36,3%), calçados (20,1%), açúcar
e álcool (10,8%), peixes e crustáceos
(9,7%), sisal (7%), fios de algodão (6,6%). Import. (US$ 94,3 milhões):
máquinas têxteis (28,9%), outras máquinas e equipamentos (16,9%), derivados de
petróleo (9,1%), trigo (5,5%), produtos siderúrgicos (5,2%), algodão (4,4%),
fios e tecidos sintéticos (3,3%) - 2005.
ENERGIA ELÉTRICA – Geração: 79 GWh; consumo: 2.838 GWh
(2004).
TELECOMUNICAÇÕES – Telefonia fixa: 433 mil linhas
(maio/2006); celulares:
1,2 milhões (abril/2006).
CAPITAL – João Pessoa. Habitante: pessoense. Pop.:
672.081 (2006). Automóveis: 130.166 (2006). Jornais diários:
4 (2006). Prefeito: Ricardo Vieira
Coutinho (PSB). Nº de vereadores: 16 (2004). Data de fundação:
5/8/1585.
Fatos históricos:
A ocupação e a colonização da Paraíba começam no final do século XVI. A Vila
de Felipéia de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, é fundada em 1585, por
colonos portugueses vindos de Pernambuco. Logo se inicia o cultivo da cana-de-açúcar. Os
canaviais, que se espalham pela Zona da Mata e dependem de mão-de-obra de escravos
africanos, atraem o interesse dos holandeses no século XVII. O agreste, na região da
atual cidade de Campina Grande, e todo o sertão são ocupados por fazendas de gado.
No século XVIII, a
mineração de ouro e diamante no centro-sul acentua o declínio da economia canavieira.
No século XIX, depois de se envolver nas lutas de independência, na Revolta Pernambucana
de 1817 e na Confederação do Equador em 1824, a Paraíba atravessa etapa de relativa
estabilidade política. Mas o empobrecimento da região afeta a província. Em 1874
estoura o Quebra-Quilos, insurreição popular contra a fome, a pobreza, o aumento de
impostos e o descaso das autoridades nas vilas sertanejas. A revolta recebe esse nome por
também protestar contra a adoção do sistema métrico.
Estagnação econômica - Durante a República Velha (1889-1930), a agricultura
permanece estagnada e as oligarquias rurais mantêm amplo poder político. Na Revolução
de 1930, a Paraíba tem participação especial. O assassinato de João Pessoa, presidente
do estado e candidato a vice-presidente da República na chapa de Getúlio Vargas,
precipita o movimento que põe fim ao regime oligárquico.
Na década de 60, os
investimentos, em grande parte promovidos pela Sudene, pouco ajudam na industrialização
do
estado.
Localizada no Nordeste, a Paraíba apresenta, em quase todo seu litoral, praias de águas
tranqüilas, areias finas e
coqueirais. Na ponta do Seixas, fica o ponto extremo leste da América do Sul. Em João
Pessoa, destacam-se os edifícios de arquitetura barroca, entre eles a Igreja de São
Francisco e o Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Campina Grande disputa com
Caruaru, em Pernambuco, o título de capital brasileira do forró. Em junho, a cidade
transforma-se num grande arraial para celebrar a Festa de São João. A duplicação da
ligação entre a cidade e João Pessoa, feita pelos 112 km da BR-230, ainda não está
terminada. Iniciada em 1999, sofre atrasos por causa de repasses irregulares por parte da
União e só deverá ser concluída em dezembro de 2001. O sertão também atrai
visitantes que procuram a cidade de Sousa para conferir as enormes pegadas de animais
pré-históricos no Sítio Paleontológico do Vale dos Dinossauros . Em 1999, mais pegadas
são encontradas a 18 km do município. Em setembro de 2000, a Paraíba passa a fazer
parte da rota de vôos charter internacionais, um impulso a mais ao turismo do estado e um
importante passo para a internacionalização do Aeroporto Presidente Castro Pinto, na
Grande João Pessoa. A reforma do aeroporto exige investimentos de 5,5 milhões de reais e
a Infraero contrata uma empresa para avaliar as necessidades para o enquadramento do
aeroporto aos padrões internacionais.
Economia - Tradicional produtor de
cana-de-açúcar, a Paraíba supera os efeitos da estiagem que afeta o estado desde 1997 e
obtém, em 1999, o melhor desempenho na colheita do produto no Brasil. A safra paraibana
atinge 4,8 milhões de t, 43% a mais que em relação ao ano anterior.
O setor industrial
responde por 33,1% do PIB estadual, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea). Um dos principais pólos encontra-se em Campina Grande, onde estão
sediadas companhias ligadas aos setores de metalurgia e confecções. A estratégia de
oferecer incentivos fiscais a empresas dispostas a se estabelecer no estado apresenta
resultados modestos. Entre 1995 e 1999, 14 empresas de cerâmica, cimento, alimentos e
têxtil instalam-se na Paraíba e geram 8 mil novos empregos. A partir de 2005
Campina Grande também passa a se destacar como centro regional de tecnologia
exportando softwares para os Estados Unidos e China.
Seca - A seca permanece como um dos
principais problemas. Nos locais mais áridos tem chovido menos que os 500 mm anuais da
média histórica da região. Dos 223 municípios, 193 passam por situação crítica por
causa da ausência quase total de chuva em 1999. Cerca de 1,2 milhão de pessoas dependem
de carros-pipa e de poços perfurados e 298 mil famílias recebem cestas básicas do
governo federal. Campina Grande, a segunda maior cidade do estado, enfrenta racionamento
de água desde 1998. A seca é responsável pela morte de 70% do gado bovino e as perdas
para a agricultura somam 850 milhões de reais entre 1998 e 1999.
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