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- PORTUGAL -


DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial:
República Portuguesa (República Portuguesa).
Nacionalidade: portuguesa.
Data nacional: 25 de abril (Dia da Liberdade); 10 de junho (Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas); 5 de outubro (Proclamação da República).
Capital: Lisboa.
Cidades principais: Lisboa (681.063), Porto (309.485), Vila Nova de Gaia (247.499), Amadora (176.137) (1991).
Idioma: português (oficial).
Religião:
cristianismo 94,8% (católicos 92,2%, protestantes 1,5%, outros cristãos 1,1%), islamismo 0,1%, sem filiação e outras 5,1% (1995).

GEOGRAFIA: 
Localização:
sudoeste da Europa.
Hora local:
+3h.
Área:
91.985 km2.
Clima:
mediterrâneo (S) e temperado oceânico (N).
Área de floresta:
29 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO:
Total:  9,9 milhões (2000), portugueses 99,5%, africanos 0,5 (1996). 
Densidade:
107,63 hab./km2.
População urbana:
61% (1998).
População rural:
39% (1998).
Crescimento demográfico:
0% ao ano (1995-2000).
Fecundidade:
1,37 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F:
72/79 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil:
9 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo:
7,8% (2000).
IDH (0-1):
0,864 (1998).

POLÍTICA:
Forma de governo:
República com forma mista de governo.
Divisão Administrativa:
18 distritos e 2 regiões autônomas (Açores e Madeira). 
Principais partidos:
Socialista (PS), Social-Democrata (PSD), Partido Comunista Português (PCP).
Legislativo:
unicameral - Assembléia, com mínimo de 180 membros e máximo de 230 , eleitos pelo sistema de representação proporcional para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor:
1976.

ECONOMIA: 
Moeda:
Euro.
PIB:
US$ 106,7 bilhões (1998).
PIB agropecuária:
4% (1998).
PIB indústria:
35% (1998).
PIB serviços:
61% (1995).
Crescimento do PIB:
2,3% ao ano (1990-1998).
Renda per capita:
US$ 10.670 (1998).
Força de trabalho:
5 milhões (1998).
Agricultura:
trigo, milho, batata, tomate, uva.
Pecuária:
bovinos, suínos, ovinos, aves.
Pesca:
229,1 mil t (1997).
Mineração:
cobre, urânio, granito, calcário, mármore.
Indústria:
vestuário, têxtil, química, produtos eletroeletrônicos (domésticos).
Exportações:
US$ 23,3 bilhões (1998).
Importações:
US$ 38,3 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais:
Espanha, Alemanha, França.

DEFESA: 
Efetivo total:
53,6 mil (1998).
Gastos:
US$ 2,3 bilhões (1998).

RELAÇÕES EXTERIORES: 
Organizações:
Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, EU.
Embaixada:
SES Quadra 801, sn lt. 02 - Tel. (61) 3321-3434, fax (61) 3225-5296, e-mail: portugalbr@uol.com.br - Brasília, DF.

Você sabia?

"Que tudo que começa com "al" ou "el" são locais que inicialmente foram conquistados pelos árabes, mas depois os mouros tomaram e por fim Portugal foi unificado?
Exemplos: Algarve, Alentejo..."

Doces conventuais
Por Yannah Raslam, colaboradora do Portal Brasil e residente em Portugal

                   A cana de açúcar é cultivada desde a antiguidade. Entre os séculos VI e IX os árabes promoveram a expansão do "al sukkar" para o mediterrâneo.

                   Pedro Álvares Cabral difundiu o açúcar para o novo mundo: Antilhas e Brasil.

                   Com o advento da expansão e exploração marítima houve uma abundante oferta de açúcar e especiarias e a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso desses produtos em suas receitas.

                    No mesmo período, as populações que moravam nas redondezas dos mosteiros e conventos eram obrigadas a pagar tributos pelo uso da terra. Os impostos eram pagos por meio de aluguel (rendas), execução de trabalhos e doação de produtos agrícolas, entre eles os cereais, frutas, legumes, especiarias, açúcar, amêndoas e ovos.

                    As claras dos ovos eram utilizadas para confeccionar hóstias, clarificar vinhos e engomar vestes religiosas.

                     Os doces conventuais surgem e/ou são aprimorados no século XVI devido à grande oferta de açúcar, especiarias e gemas que seriam desperdiçadas.

                     Os mosteiros e conventos muitas vezes serviam como hospedarias para famílias nobres e reais e estes comensais deveriam ser servidos com o que houvesse de mais caro, nobre e requintado. O açúcar aparecia e as gemas apareciam aí: o açúcar como um produto importado, caro e quase restrito às elites. E o ovo, quem poderia se dar ao luxo de engomar roupas com as claras ao invés de comê-las? Apenas quem tivesse uma enorme disponibilidade deste produto, à custo zero e não dependesse dele para saciar sua fome.

                    Muitos doces trazem em seu nome o lugar onde surgiram: Pastéis de Tentúgal, Pastéis de Santa Clara, Ovos Moles de Aveiro e Pão de Ló de Alfazeirão são exemplos. Pudim de leite, pão de ló, arroz doce, ambrosia, suspiros, ovos nevados (farófias) e curnocópias são alguns outros exemplos das doces iguarias conventuais.

                   O mais tradicional e internacional dos doces conventuais portugueses é, com certeza, o Pastel de Belém, produzido desde 1837 no Mosteiro dos Jerônimos, Rua de Belém, Lisboa, cuja receita é secreta. Todo o resto são apenas Pastéis de Natas ...

                   As receitas conventuais também incluem a fabricação de licores à partir de frutas frescas, abundantes em Portugal tais como morangos, pêssegos, maçãs, pêras e ginjas, uma espécie de cereja ácida que nasce em solos calcários e arenosos. Destaque para a Ginja de Alcobaca e Óbidos.


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