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R E L I G I Õ E S
Catolicismo

"O Portal Brasil®, independentemente de suas convicções religiosas, abre aqui um canal de informação sobre algumas religiões apenas para servir como fonte de pesquisas e estudos.
Quem quiser colaborar com matérias e informações, utilize a nossa central de e-mails."

            Para a Igreja Católica, todos aqueles que receberam o sacramento do batismo são católicos. A maioria, porém (cerca de 80%) é formada por não-praticantes. A pouca adesão às missas de domingo é um reflexo desse comportamento. Segundo A World Christian Encyclopedia, nas cidades pequenas do interior, 65% da população vai à missa de domingo, enquanto nas grandes cidades a adesão varia de 10% a 20%. De acordo com os últimos dados disponíveis, 18% participam de grupos formados por leigos (não-religiosos), como o Movimento da Renovação Carismática e as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Segundo o IBGE, em 2009, o Brasil possuía 129,2 milhões de católicos (variação de -0,2% entre 2003 e 2009).

Estrutura - Em 2000, de acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja Católica no Brasil contava com seis cardeais, 54 arcebispos (38 na ativa e 16 eméritos), 351 bispos (268 na ativa e 83 eméritos) e mais 413 membros, entre abades, coadjutores e bispos auxiliares. Havia ainda 15 mil padres e 38 mil freiras. A Igreja se organiza no país, em 268 dioceses e mais de 8 mil paróquias. A Igreja Católica experimenta rápida ascensão no número de administrações eclesiásticas durante a primeira metade do século XX. As dioceses, que em 1900 eram 19, passam a 114 em 1940. No entanto, a influência do catolicismo é forte desde o descobrimento. Ordens e congregações religiosas assumem, já no período colonial, os serviços nas paróquias e nas dioceses, a educação nos colégios e a catequização indígena.

Comunidades Eclesiais de Base - As CEBs são grupos formados por leigos que se multiplicam pelo país após a década de 60, sob a influência da Teologia da Libertação. Curiosamente, foram idealizadas pelo cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Sales, integrante da corrente católica mais conservadora. Com o decorrer do tempo, as CEBs vinculam o compromisso cristão à luta por justiça social e participam ativamente da vida política do país, associadas a movimentos de reivindicação social e a partidos políticos de esquerda. Um dos principais teóricos do movimento é o ex-frade brasileiro Leonardo Boff. Apesar do declínio que experimentam nos anos 90, continuam em atividade milhares de núcleos em todo o país. Em 2000, de acordo com pesquisa do Instituto de Estudos da Religião (Iser), do Rio de Janeiro, existem cerca de 70 mil núcleos de Comunidades Eclesiásticas de Base no Brasil.

Renovação Carismática Católica - De origem norte-americana, o movimento carismático chega ao Brasil em 1968, pelas mãos do padre jesuíta Haroldo Hahn, e retoma valores e conceitos esquecidos pelo racionalismo social da Teologia da Libertação. Os fiéis resgatam práticas como a reza do terço, a devoção à Maria e as canções carregadas de emoção e louvor. A RCC valoriza a ação do Espírito Santo - uma das formas de Deus, na doutrina cristã, expressa no Mistério da Santíssima Trindade -, o que aproxima o movimento de certo modo, dos protestantes pentecostais e dos cristãos independentes neopentecostais. Ganha força principalmente no interior e entre a classe média. Em 2000, soma 8 milhões de simpatizantes, representados em 95% das dioceses, na forma de grupos de oração. Desse total, 2 milhões são jovens entre 15 e 29 anos, atraídos pela proposta renovadora e alegre, embalada pelas canções de padres cantores, como Marcelo Rossi, religioso paulistano que se torna fenômeno de mídia em 1998 com o lançamento do CD Músicas para Louvar o Senhor.

A Igreja Católica no Brasil - Até meados do século XVIII, o Estado controlava a atividade eclesiástica na colônia, responsabilizando-se pelo sustento da Igreja Católica e impedindo a entrada de outros cultos no Brasil, em troca de reconhecimento e obediência. Em 1750, o agravamento dos conflitos entre colonos e padres por causa das tentativas de escravização dos índios leva à expulsão dos jesuítas pelo marquês de Pombal. No entanto, só em 1890, após a proclamação da República, ocorre a separação entre Igreja e Estado, ficando garantida a liberdade religiosa. A partir de 1930, o projeto desenvolvimentista e nacionalista de Getúlio Vargas incentiva a Igreja a valorizar a identidade cultural brasileira, o que resulta na expansão de sua base social para as classes médias e as camadas populares. A instituição apóia a ditadura do Estado Novo, em 1937, a fim de barrar a ascensão da esquerda. Em 1952 cria-se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a primeira agremiação episcopal desse tipo no mundo, idealizada por dom Hélder Câmara, para coordenar a ação da Igreja. No fim dos anos 50, a preocupação com as questões sociais fortalece movimentos como a Juventude Universitária Católica (JUC). Desse movimento sai, em 1960, a organização socialista Ação Popular (AP).

            Durante a década de 60, a Igreja Católica, influenciada pela Teologia da Libertação, movimento formado por religiosos e leigos que interpreta o Evangelho sob o prisma das questões sociais, atua em setores populares, principalmente por meio das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). A instalação do regime militar de 64 inaugura a fase de conflitos entre Igreja e Estado. O auge da crise acontece em 1968, com a implantação do Ato Institucional n° 5 (AI-5), quando grande número de católicos se alia aos grupos oposicionistas, de esquerda, para lutar contra a repressão e os abusos que violam a ordem jurídica e os direitos humanos. A ação é intensa nos anos 70.

            A partir dos anos 80, com o papa João Paulo II, começa na Igreja o processo da romanização. O Vaticano controla a atividade e o currículo de seminários, e diminui o poder de algumas dioceses, como a de São Paulo - comandada na época pelo cardeal-arcebispo dom Paulo Evaristo Arns, afinado com os propósitos da Teologia da Libertação, que a Santa Sé pretende refrear. Após o engajamento da Igreja na luta pela redemocratização, nos anos 70 e 80, os movimentos mais ligados à Teologia da Libertação cedem espaço, a partir da década de 80, à proposta conservadora da Renovação Carismática.

Curiosidade histórica: A Igreja Luterana tem origem em Martinho Lutero, filho de João Lutero, que aos 18 anos tornou-se aluno da Universidade de Erfurt, em cuja biblioteca descobriu uma Bíblia Latina. Na porta da Igreja de Wittemberg afixou suas 95 teses nas quais PROTESTAVA contra os desvios da Igreja Católica (daí o nome Protestantismo, Protestante). Isso ocorreu em 31.10.1517 e foi chamado de "reforma da Igreja".

ALGUMAS DATAS, FATOS HISTÓRICOS DE ÉPOCA E DOUTRINAS DA IGREJA CATÓLICA
ESSAS DOUTRINAS NÃO TEM APOIO NA BÍBLIA, MAS FORAM INSTITUÍDAS ASSIM MESMO

1950 - Dogma da presença real e corporal de Maria no Céu (Ascensão)
1908 - Pio X anula qualquer matrimônio efetuado sem sacerdote romano
1870 - Dogma da infalibilidade papal
1864 - Condenação da separação da Igreja do Estado
1854 - Dogma da imaculada concepção de Maria
1600 - Invenção do Escapulário (bentinhos)
1546 - Introdução dos livros apócrifos
1546 - Doutrina que equipara a tradição com a Bíblia
1415 - Eliminação do vinho na comunidade
1316 - Instituição da reza da "Ave Maria"
1245 - Uso das campainhas nas missas
1229 - Proibição da leitura da Bíblia
1220 - Adoração da hóstia
1215 - Dogma da transubstanciação
1215 - Criou-se a confissão auricular
1200 - O pão da comunhão foi substituído pela hóstia
1190 - Venda de "Indulgências"
1184 - Instituição da "Santa Inquisição"

1090 - Invenção do rosário
1076 - Dogma da infalibilidade da Igreja
1074 - Celibato sacerdotal
1003 - Instituição da festa dos "fiéis defuntos"
993 - Canonização dos santos
890 - Culto a São José (Protodulia)
850 - Uso da água benta
783 - Adoração das imagens e relíquias
754 - Doutrina do poder temporal da Igreja
709 - Obrigatoriedade de se beijar os pés do "Bispo Universal"
606 - Bonifácio III se declara Bispo Universal, "Papa"
528 - Extrema unção
503 - Doutrina do Purgatório
500 - Uso da roupa sacerdotal
431 - Culto à virgem Maria
394 - Instituição da missa
375 - Culto dos santos
320 - Uso das velas.

DEFESA DA IGREJA CATÓLICA A RESPEITO DAS INFORMAÇÕES ACIMA
POR Sr. Nilton Fontes, 30.12.2007 - niltonfontes@uai.com.br

1) Em 320 foi introduzido o uso de velas, que é um hábito pagão:

- Esta afirmação mostra total ignorância da Bíblia. Desde o AT as velas são utilizadas na liturgia.

- Elas são utilizadas no templo: "Farás um candelabro de ouro puro... Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele" (Ex 25,31.37). Outros:  1Rs 7,49; 2Cr 4,7.20; Jr 52,19. 

Na Igreja:

- Será que nas catacumbas, os cristãos usavam luz elétrica?

- A vela é luz, símbolo de Cristo. Ela se consome iluminando, como Cristo deu a sua vida, e todos os cristãos são chamados a consumir sua vida para iluminar o mundo (Mt 5,14).

Mt 5,15: O Senhor se refere à luz que brilha sobre um candeeiro.

Ap 1,13; 2,1: Cristo aparece entre candelabros. 


2) Em 375 foi instituído o culto aos santos e anjos:

- Já nas catacumbas de Roma aparecem as imagens feitas pelos primeiros cristãos. Confira no nosso site Dicionário da fé, artigo “Respondendo aos Protestantes”.


3) Em 394 foi instituída a missa:

- A Missa foi instituída por  Nosso Senhor Jesus Cristo, na última quinta feira de sua vida mortal, conf. Mt 26,28; Mc 14,24; Lc 22,20; 1Cor 11,25. Aparece entre os primeiros cristãos, inclusive é citada nos Atos dos Apóstolos: "No primeiro dia da semana, tendo-nos nós reunidos para a fração do pão..." (At 20,7). E Fazia parte do primeiro Catecismo cristão: "Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro." (Didaqué, XIV,1).

- O primeiro a usar a palavra Missa no sentido atual foi provavelmente S. Ambrósio (+ 397) na epístola 20,4. S. Agostinho (+ 430) escrevia: "Eis que após o sermão se faz a missa (= despedida) dos catecúmenos; ficarão apenas os fiéis batizados" (serm. 49,8).


4) Em 431 foi instituída o culto a Virgem Maria:

- Ora, o culto a Maria é bíblico. Nós repetimos na Ave-Maria as palavras do Arcanjo Gabriel. É só ler Lc 1, 26ss...
E a proclamamos bem-aventurada...(Lc 1, 45.48).

- Concílio de Éfeso em 431 declarou-a "Theotokos". mãe de Deus. Verdade que era crida desde os primórdios da Igreja.

 

5) Em 500 o uso da roupa sacerdotal:

- Os paramentos litúrgicos são bíblicos: as vestes de cerimônia para o serviço do santuário, e os ornamentos sagrados para Aarão, como o Senhor havia ordenado a Moisés.”(Ex 39,1); 

“Fizeram-se túnicas de linho, tecidas, para Aarão e seus filhos;” (Ex 39,27).

 

6) Em 528 a extrema unção:

- “Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.” (Tg 5,14).


7) Em 593 a doutrina do purgatório:

- Provas bíblicas:  Mq 7,8-9; Mt 12,32; Mt 5,25-26; 1Cor 3,15

- Quem tem poder de "ligar e desligar", é que definiu a doutrina que sempre foi crida. Como já disse a data é para por fim à discussão, pois a doutrina é considerada absolutamente certa e imutável. E a Bíblia está cheia de passagens alusivas à purificação pós-morte (=purgatório). Mais um esclarecimento: Não é a palavra que interessa, mas é o conceito o seu significado que é bíblico. (Poderíamos perguntar aos protestantes: Santíssima Trindade é verdade? Esta palavra não está na Bíblia, e daí?).

- O dogma foi promulgado em 1274.


8) Em 600 os serviços feitos em latim e rezas dirigida a Maria:

- O latim é tão importante que foi uma das 3 línguas em que foi escrita a causa da condenação de Jesus e colocada na sua cruz (Jo  19,20).  Assim no Oriente o rito litúrgico continuou com o grego como língua oficial. No ocidente (Roma), o grego foi cedendo lugar ao Latim, até que no quarto século, a Igreja de Roma foi definitivamente latinizada (cf. A. G. Martimort ed; La Chiesa in preghiera, Collegeville, 1992, I, p. 161-165).

 

9) Em 606 Bonifácio III se declara Bispo Universal, ou Papa:

- O primeiro papa foi Pedro instituído por Jesus(Mt 16,16-19).  Antes de Bonifácio III (606-607) houve 65 papas !!!


10) Em 706 a obrigatoriedade de se beijar os pés do Bispo Universal:

- Onde ? Qual documento ?


11) Em 786 foi introduzida a adoração a imagens e relíquias:

- Deus não se contradiz. Se Ele proibisse fazer imagens, como Ele mesmo mandaria fazer em Ex 25,28; Ex 26,1; Nm 21,8... ???


12) Em 850 foi introduzido o uso da água benta:

- A aspersão de purificação também existe deste o AT -  Nm 19,17ss);

- Na Igreja é ousada desde os primórdios, em correlação com o Batismo. o Batismo é um sacramento; a água benta é um sacramental);

- Onde os protestantes arranjaram esta data? Qual documento?


13) Em 890 o culto a José:

- O culto aos santos remonta aos primórdios da Igreja, como atesta o historiador Eusébio de Cesaréia: "Igualmente o trono de Tiago, o primeiro a receber do Salvador e dos apóstolos o episcopado da Igreja de Jerusalém e freqüentemente nas Escrituras é designado como irmão de Cristo (Gl 1,19; 1Cor 15,7; Mt 13,55), foi conservado até hoje e os irmãos da região sucessivamente o cercaram de cuidados. Deste modo realmente demonstram a todos a veneração que os homens de outrora e os atuais dedicavam e ainda dedicam aos homens santos, porque amados de Deus. Eis o referente a esta questão." (Eusébio de Cesaréia, HE VII,19. 375 DC).

 

14) Em 993 a canonização dos santos:

- As referências aos santos estão profusamente assinaladas nas Escrituras. São inúmeras passagens: Lc 1 ,70; At 3,21; Rm 1,7; 8.27; 1Cor 7,14 ...etc...etc..


15) Em 998 o jejum as sextas feiras e na quaresma:

- O jejum é bíblico:  “Podem porventura jejuar os convidados das núpcias, enquanto está com eles o esposo?” (Mc 2,19). Outros: Mt 17,20; At 27,9.33...) 

 

16) Em 1003 foi instituída as festas dos fiéis defuntos:

- Desde o Antigo Testamento já havia o costume de se rezar pelos mortos(2Mc 12,46)...

 

17) Em 1076 o dogma da infalibilidade da igreja

- Qual o documento? O que sabemos é que a infalibilidade da Igreja se fundamenta na Palavra do Senhor, claríssima: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela.“(Mt 16 ,18).

 

18) Em 1079 foi decretado o celibato sacerdotal por decreto de Bonifácio VII, para que os herdeiros não desviem as possessões da igreja:

- O Celibato não se opõe ao Matrimônio que é um Sacramento da Igreja, e é fundamentado na Palavra de Jesus que diz: "há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus."(Mt 19,12. Conselho reforçado por São Paulo: "Pois quereria que todos fossem como eu..." (1Cor 7,7). A praxe do celibato sacerdotal tem suas raízes em 1Cor 7,32-34.

Na Igreja: Concílio de Elvira (Espanha) por volta do ano 300; proibia aos Bispos, sacerdotes e diáconos, sob pena de degradação, o uso do matrimônio e o desejo de ter prole (cânon 33). Concílio Ecumênico de Latrão-I em 1123: a todos os clérigos, a partir do subdiaconato, foi prescrito o celibato.

 

19) Em 1090 a invenção do rosário:

- O Rosário é um conjunto de orações: Credo ( = símbolo dos apóstolos); Pai-nosso (bíblico); Ave-Maria (bíblia + oração da Igreja)...


20) Em 1184 instituição da Santa Inquisição:

- Procedimento de toda a sociedade medieval. Houve também a inquisição protestante e o massacre calvinista e até hoje ainda vemos casos como este: “assim que os protestantes ficaram sabendo que eu retornei para o Catolicismo, muitos me procuraram e começaram a me ameaçar, fui até agredido fisicamente e hoje sou ameaçado de morte.” (Albertove, Ex- Pastor da Assembléia de Deus). Veja o testemunho completo no site:  www.recados.aarao.nom.br - Mais sobre Inquisição protestante no artigo "Respondendo aos Protestantes-item-VII", do site: www.dicionariodafe.com.br.

 

21) Em 1190 a venda de indulgências:

- A doutrina das indulgências têm fundamento bíblico em 2Sm 12,13-14. Já no Antigo Testamento aparecem claras as duas dimensões do pecado: A culpa e as penas. Quando Davi arrependeu-se o seu pecado: "Pequei contra o Senhor"(2Sm 12,13), o profeta Natã lhe disse: "O Senhor perdoa o teu pecado; não morrerás"(2Sm 12,13), mas acrescenta em seguida: "Todavia, como desprezaste o Senhor com essa ação, morrerá o filho que te nasceu" (2Sm 12,14). Aí estava a pena imposta pelo Senhor, embora o seu pecado tivesse sido perdoado, quanto à culpa.

      Quanto ao 'bom ladrão', é preciso dizer que Jesus é a única fonte de todo bem: Tanto para apagar a culpa como as penas do pecado. Por isso ele concedeu ao 'bom ladrão' os dois benefícios. Não sou eu que vou limitar a misericórdia de Jesus...

 

22) Em 1200 o pão da comunhão foi substituído pela hóstia:

- Pão existe é nas “ceias” protestantes...

- No Santo Sacrifício da Missa, após a consagração, a Hóstia é Jesus, e Jesus sendo Deus, deve ser adorado!

Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na última 5ª feira, véspera de sua Paixão, foi assim: “Isto é o meu Corpo” (Mc 14,22; Lc 22,19).

 

23) Em 1215 criou-se a confissão:

- Desde o Antigo Testamento é prefigurado o sacramento da confissão (Nm 5,7; Eclo 4,31; Ne 9,2-6) e Jesus o instituiu: "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20,23). Também Mt 3,6. Fica a pergunta: "Como os apóstolos poderão cumprir a ordem de Jesus de PERDOAR ou RETER os pecados de alguém, se ninguém lhes confessa esses pecados?".


24) Em 1215 o dogma da transubstanciação:

- A Igreja não “cria” dogmas. Depois de estudar em profundidade e ouvir o Espírito Santo a Igreja proclama doutrinas, como verdades definitivas, às quais chamamos de “dogma”. Transubstanciação significa a mudança de substância. É o que ocorre com o pão e o vinho que se convertem no Corpo e no Sangue de Jesus, pelas palavras do sacerdote na consagração, onde opera “in persona Christi” (na pessoa de Cristo). - Está fartamente fundamentada nas Escrituras e nos escritos dos primeiros cristãos.

Bíblia: Mc 14,22; Lc 22,19; 1Cor 11,24; Mt 26,28; Mc 14,24; Lc 22,20; 1Cor 11,25...

Tradição: "[Cristo] declarou o cálice, uma parte de criação, por ser seu próprio Sangue, pelo qual faz nosso sangue fluir; e o pão, uma parte de criação, ele estabeleceu como seu próprio Corpo, pelo qual Ele completa nossos corpos." (Santo Irineu de Lião, Contra Heresias, 180 d.C.).


25) Em 1220 a adoração da hóstia:

- A Hóstia consagrada é Jesus presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (conf. Mc 14,22; Lc 22,19; 1Cor 11,24; Mt 26,28; Mc 14,24; Lc 22,20; 1Cor 11,25...). Portanto nela adoramos a Jesus, digno de toda honra, toda glória, todo louvor, desde agora e por todos os séculos...


26) Em 1229 a proibição da leitura da Bíblia pelos leigos:

- O que houve foi não foi proibição de leitura, mas o Concílio de Tolosa (França) proibiu traduções da Bíblia para o vernáculo para evitar erros, proibição retirada pelo Concílio da Tarragona (Espanha) em 1233). O Sínodo de Oxford (1408) proibiu a publicação e a leitura de textos vernáculos da Bíblia não autorizados. O mesmo se deu no Sínodo dos Bispos alemães em Mogúncia (1485), devido a confusão doutrinária criada por John Wiclef (1320-84). O Concílio de Trento (1545-1563) declarou autêntica a Vulgata latina, tradução devida a S. Jerônimo (+420) e decretou que as traduções da Bíblia deveriam conter o visto do Bispo diocesano, para se evitar abusos de tradução.

- É a Igreja exercendo seu papel de zelar pela fidelidade da doutrina conf. 2Tm 4,2; Tt 1,13.


27) Em 1245 o uso de sinos na missa:

- Apenas uma maneira de alertar os fiéis e reuni-los para as cerimônias religiosas. Que mal há nisto ou onde há proibição disto?


28) Em 1316 a instituição da reza Ave Maria:

- A Ave Maria é a saudação do anjo Gabriel a Maria:  Lc 1 e complementada pela Igreja no Concílio de Éfeso (431 AD).


29) Em 1414 a eliminação do vinho na comunhão:

Até hoje é servido, embora nem todo dia.

 

30) Em 1439 a doutrina do purgatório:

-  Mq 7,8-9; Mt 12,32; Mt 5,25-26; 1Cor 3,15. Quem tem poder de "ligar e desligar", é que definiu a doutrina que sempre foi crida. Como já disse a data é para por fim à discussão, pois a doutrina é considerada absolutamente certa e imutável. E a Bíblia está cheia de passagens alusivas à purificação pós-morte (=purgatório). Mais um esclarecimento: Não é a palavra que interessa, mas é o conceito o seu significado que é bíblico.

 

31) Em 1508 a Ave Maria oficialmente aprovada:

- Qual o documento? Sabemos que a Ave Maria tem sua primeira parte bíblica, na saudação do anjo Gabriel a Maria (Lc 1) e a complementação foi feita pela Igreja no Concílio de Éfeso (431 AD).


32) Em 1517 começa a reforma:

- Não rebatida.


33) Em 1545 a doutrina que equipara a tradição com a Bíblia:

- Na verdade isto já está na própria escritura...2Ts2,15: “ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.”.

- A própria Bíblia diz que nem tudo está nela, ou porque Jesus não ensinou (Jo 16,12) ou porque não foi escrito (Jo 20,30; 21,25).

- Os concílios nada mais fazem que ratificar as verdades que sempre foram cridas.

 

34) Em 1546 os apócrifos foram incorporados ao cânon:

- Os apócrifos nunca foram incorporados ao Cânon. Há aí uma confusão com os deuterocanônicos. Mas reafirmamos que os deuterocanônicos também não foram acrescentados pela Igreja ao Cânon. Na realidade eles foram retirados pelos protestantes, pois já integravam a Bíblia desde o século IV (Concílio de Hipona, 393 AD). Somente no século XVI eles foram retirados da Bíblia protestante, mas a Bíblia Católica continua inalterada.

 

35) Em 1600 a invenção dos escapulários:

- A devoção do Escapulário foi pedida por Nossa Senhora, na sua aparição a São Simão Stock, em 1251.  


36) Em 1854 dogma da imaculada concepção de Maria:

- O dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria foi realmente promulgado pelo papa Pio IX em 1854. Como já se sabe, foi a confirmação de uma verdade que foi crida pela Igreja em todos os tempos desde os seus primórdios. A promulgação do dogma não “cria” a verdade, mas apenas a ratifica e coloca um termo às discussões sobre sua pertinência.


37) Em 1864 condenação da separação da igreja do estado:

- Desde o Aantigo Testamento Deus constituiu seu povo eleito e mandava ungir os reis para o seu governo. 1Sm 16,13; 1Rs 1,39...


38) Em 1870 foi declarada a infalibilidade papal por Pio IX:

- A Infalibilidade papal foi dada a Pedro por Jesus Mt 16,16-19 e Lc 22,32. O dogma não é criado em data "x'. A data de sua solene proclamação é apenas a colocação de um ponto final na discussão do assunto. Pois a Igreja já concluiu que "tal verdade" não pode ser negada nem no presente nem no futuro. Quanto ao caso específico: Infalibilidade. Ela sempre foi aceita, desde que Jesus proferiu solenemente a Pedro as palavras que estão em Mt 16,16-19. Portanto o dogma não é a criação de uma verdade, mas é antes de tudo, o encerramento da questão e a condenação de quem a negar: "Se, pois, alguém disser que o Apóstolo São Pedro não foi constituído por Jesus Cristo príncipe de todos os Apóstolos e chefe visível de toda a Igreja militante; ou disser que ele não recebeu direta e imediatamente do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo o primado de verdadeira e própria jurisdição, mas apenas o primado de honra – seja excomungado" (Conc. Vaticano I,m Sessão IV, 18.07.1870).

 

39) Em 1950 o dogma da ascensão de Maria:

- Não é “ascensão”, mas “assunção” de Maria.

- O Espírito Santo inspirou a Igreja, conforme promessa de Jesus em Jo 14,16. É mais do que lógico, pois ela é IMACULADA = CHEIA DE GRAÇA - Conf. Lc l,28.

- A Assunção de Maria aos céus é uma verdade sempre crida em toda a caminhada da Igreja. Têm fundamento bíblico, pois aquela que é "Cheia de Graça" (Lc 1,28) não poderia experimentar a corrupção. O Salário do pecado é a morte. Jesus morreu por nossos pecados, pois não possui próprios, mas seu corpo não experimentou a corrupção. Maria também não teve pecado (sua concepção foi imaculada), então seu corpo, como o do seu Filho não experimentou a corrupção. Quem disse foi Pedro: "Roma locuta, causa finita". Pois ele recebeu de Jesus a autoridade para "ligar e desligar".

 

40) Em 1965 Maria é proclamada a Mãe da igreja:

- “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja” (Cl 1,18). Mãe de Cristo (Cabeça) é também mãe do Corpo (Igreja). Onde já se viu ser mãe da cabeça e não do corpo ???


OBSERVAÇÕES:

1) As explicações acima foram enviadas pelo leitor Nilton Fontes, em 30.12.2007, e foram publicadas a seu pedido conforme sua autorização expressa em nosso poder;

2) O Portal Brasil manteve-se fiel ao texto do Sr. Nilton apenas retirando palavras e frases ofensivas a outras religiões já que aqui não cabe discutir a mais correta, servindo apenas divulgar fatos que possam esclarecer eventuais dúvidas, denúncias ou omissões.

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