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População:
Total:
188.298.099 habitantes
(2006)
População branca:
53,4%
(2006)
População parda:
38,9% (2006)
População negra:
6,1%
(2006)
População amarela:
0,2% (2006)
População Indígena:
0,4% (2006)
Densidade:
22,11 habitantes por km²
(2006)
População urbana: 81%
(2006)
População rural:
19%
(2006)
Crescimento
demográfico: 1,33% (2005)
Fecundidade:
2,30
filhos por mulher (2005)
Expectativa de vida:
71,9 anos (média); são 68,2 anos para os homens e 75,8 anos para as mulheres (2005)
Analfabetismo:
10,2%
(2005)
IDH (0-1):
0,792 (2006)
Idioma:
Português
(oficial)
Religião:
Cristianismo,
sendo 71% de católicos (2005).
|
Regiões/Dados |
Centro-Oeste |
Nordeste |
Norte |
Sudeste |
Sul |
|
Área em km² |
1.606.371 |
1.554.257 |
3.853.327 |
924.511 |
576.409 |
|
População total (2006) |
13.269.517 |
51.609.027 |
15.022.060 |
79.561.095 |
27.308.863 |
|
Densidade demográfica (2006) |
8,3 |
33,2 |
3,9 |
86,1 |
47,4 |
|
Municípios (2006) |
466 |
1.793 |
449 |
1.668 |
1.188 |
|
Crescimento demográfico (*) |
2,4 |
1,3 |
2,9 |
1,6 |
1,4 |
|
População urbana (% - 2004) |
86,3 |
71,5 |
73,5 |
92,1 |
82,0 |
|
Mortalidade Infantil - 2004 (**) |
20,7 |
39,5 |
27,4 |
19,5 |
17,8 |
|
Analfabetismo (% - 2004) |
9,2 |
22,4 |
12,7 |
6,6 |
6,3 |
|
Participação no PIB (Em % - 2004) |
7,5 |
14,1 |
5,3 |
54,9 |
18,2 |
|
Frota de veículos (2006) |
3.580.093 |
5.304.991 |
1.517.119 |
22.654.265 |
9.247.703 |
|
PIB per capita (R$ - 2004) |
10.393 |
4.927 |
6.499 |
12.539 |
12.080 |
|
Telefonia fixa (em mil linhas, 2006) |
3.263 |
6.369 |
1.814 |
23.458 |
7.225 |
(*) Considerado a média entre
os anos de 1991 à 2006;
(**) Os valores apresentados nos quadros da tabela, são para cada 1000 crianças nascidas vivas.
Maiores cidades brasileiras São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Recife, Manaus, Porto Alegre, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas e Nova Iguaçu. Vide relação completa, clique aqui.
Estrangeiros: De acordo com a última contagem da população realizada pelo IBGE, em 1996 residiam no Brasil 103.078 estrangeiros. Desse total, 53,5% são homens. Essas informações, entretanto, não são precisas, pois uma grande parcela dos estrangeiros encontra-se em situação ilegal. Duas características marcam atualmente o fenômeno da imigração em todo mundo, com reflexos no Brasil. De um lado há um fluxo de migrantes vindos de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, que fogem da crescente desigualdade social e econômica, do desemprego ou de guerras em seus países de origem. De outro, o deslocamento de executivos, que ocupam cargos de direção em grandes multinacionais com altos salários.
A imigração estrangeira para o Brasil, nas últimas duas décadas, demonstra contornos bem diferentes da imigração do final do século XIX e início do século XX. Nessa época cerca de 4 milhões de imigrantes, subsidiados pelo governo brasileiro, vieram trabalhar em culturas agrícolas no estado de São Paulo e no sul do país. Atualmente, os imigrantes dirigem-se para os centros urbanos mais desenvolvidos, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. Entres os imigrantes, destacam-se os coreanos e bolivianos, cuja maioria trabalha clandestinamente. Em São Paulo, concentram-se em pequenas e médias oficinas e lojas de confecção nos bairros do Brás e Bom Retiro. Segundo estudo do Núcleo de População da Universidade de Campinas (Nepo/Unicamp), sem a documentação necessária para sua legalização, esses imigrantes sujeitam-se a péssimas condições de vida: habitam pequenos cômodos coletivos e são obrigados a trabalhar até 16 horas por dia em troca de dois a três salários mínimos por mês.
De acordo com a Lei 6.815 de
1980, os clandestinos podem legalizar sua permanência no Brasil por meio da
naturalização. Para isso, os critérios estabelecidos pelo Ministério da Justiça são:
possuir o visto de estrangeiro permanente, ler e escrever a língua portuguesa e ter
residência contínua no país pelo prazo mínimo de quatro anos. Esse prazo pode ser
reduzido para um ano se o estrangeiro é filho de brasileiro ou tem cônjuge ou filho
brasileiro. Em 1998 o governo federal decreta uma anistia, que permite a regularização
da situação dos estrangeiros clandestinos. Entre 1998 e 1999, cerca de 50 mil imigrantes
são cadastrados. Em 2000 os imigrantes que obtiveram o registro provisório com validade
de 2 anos são obrigados a solicitar sua renovação junto à Polícia Federal. Passado o
prazo da renovação o imigrante poderá receber o registro permanente caso continue no
país e esteja ocupado de forma lícita. A PF, no entanto, acredita que a maioria dos
estrangeiros ainda permaneça em situação ilegal. De acordo com o artigo 12 da
Constituição Federal (1988), a naturalização é concedida apenas aos estrangeiros com
residência no Brasil por pelo menos 15 anos ininterruptos. Aos estrangeiros originários
de países de língua portuguesa exige-se apenas residência por um ano ininterrupto e
idoneidade moral.
Um outro fenômeno de imigração presente no Brasil é representado pelos
estrangeiros de classe média, altamente especializados. Originários de diversos países
desenvolvidos - como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Espanha e França - são
empresários, executivos, técnicos e funcionários de empresas multinacionais. Em geral,
vêm como trabalhadores temporários para modernizar e incorporar padrões de qualidade ao
sistema de produção das filiais, implantar novas empresas e introduzir novas formas de
gerenciamento. Segundo o Ministério do Trabalho, em 1999 foram concedidas 12.708
autorizações a trabalhadores estrangeiros, dos quais 17,26% eram americanos; 9,54%,
ingleses e 6,15%, alemães. Em geral, esses trabalhadores permanecem no país por um
período máximo de três anos. São raros os casos em que fixam residência definitiva.
Brasileiros no exterior: A partir de
1980, as sucessivas crises econômicas e o decréscimo de ofertas de trabalho são fatores
que levam brasileiros a migrar para outros países. Segundo estimativas de 1997 do
Ministério das Relações Exteriores (MRE), cerca de 1,5 milhão de brasileiros residem
fora do país, concentrados em maior número nos Estados Unidos, Paraguai e Japão. Os
imigrantes brasileiros, em geral, têm como metas trabalhar de um a três anos em um país
desenvolvido, mesmo que em funções pouco qualificadas, para garantir a economia
necessária que lhes proporcione melhores condições de vida ao retornar para o Brasil.
Nos países que os acolhem, grande parte ocupa postos de trabalho recusados pela
mão-de-obra local. Desta forma, jovens profissionalmente bem qualificados acabam
executando tarefas de faxineiros, garçons, baby-sitters, etc.
Sua condição ilegal
favorece a exploração e a discriminação social. Os Estados Unidos é hoje um dos
principais destinos de brasileiros no exterior. Segundo estimativa do Ministério das
Relações Exteriores, do total de brasileiros residentes no exterior, 41,6% viviam nos
Estados Unidos. No Brasil, a cidade mineira de Governador Valadares ficou conhecida pelo
significativo fluxo migratório rumo às cidades norte-americanas, principalmente Boston.
Na Europa, Portugal e Itália destacam-se na preferência dos migrantes brasileiros. As
afinidades culturais, a facilidade de comunicação - no caso de Portugal - além da
ascendência familiar, motivam a escolha desses países.
Outro fenômeno importante é o da entrada maciça de trabalhadores brasileiros no Japão,
os chamados dekasseguis. De acordo com a legislação japonesa, só é permitido o visto
de trabalho aos nisseis, sanseis e aos casados com descendentes de japoneses. Geralmente,
esses imigrantes permanecem no país por um período médio de três anos. Segundo a
estimativa do MRE, em 1997 cerca de 202 mil brasileiros viviam no Japão. Os dekasseguis
desempenham atividades consideradas inferiores e conhecidas como "3k", de acordo
com as condições de trabalho: kitanai (sujo), kitsui (penoso) e kiken (perigoso). A
maior parte trabalha em indústrias de peças automobilísticas, eletrônicas e elétricas
e vive em pequenos apartamentos ou alojamentos próximos aos locais de trabalho. Os
dekasseguis enfrentam um intenso ritmo de trabalho diário e dificuldades de adaptação
oriundas das diferenças de língua e de costumes.
Provenientes de estados como o Mato Grosso e Paraná, são camponeses, sem-terras,
arrendatários, posseiros e proprietários de terras que ultrapassam a fronteira com o
Paraguai e se estabelecem em áreas agrícolas na região do rio Alto Paraná. Segundo
estimativa do Ministério das Relações Exteriores, 351 mil brasileiros residiam no
Paraguai em 1997. Nas últimas décadas, a ocupação ilegal do solo vem causando
conflitos entre paraguaios e brasileiros. São comumente chamados de
brasiguaios.
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